Três anos antes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em 2010, surgiu a Planeta Limpo para oferecer soluções de gerenciamento de resíduos a indústrias e ao setor público de Sergipe. Em 18 anos, a empresa se firmou no estado, alcançando grandes clientes da cadeia de óleo e gás e ampliando a complexidade do serviço.
Hoje também tratam resíduos perigosos e, entre os processos que adotam, estão a usinagem e blendagem de resíduos da construção civil para coprocessamento. Ou seja, trituram os resíduos sólidos e líquidos da construção para criar uma mistura com alto poder calorífico, que pode ser usada como combustível ou matéria-prima em fábricas de cimento.
Esse é só um exemplo de inovação sergipana. A Jornada Nacional de Inovação da Indústria, evento itinerante da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), está percorrendo todo o país para traçar desafios, propostas e soluções inovadoras de cada estado.
Para cada unidade da federação, a Agência de Notícias da Indústria publica uma matéria para contar um pouco mais sobre o ecossistema industrial. Já trouxemos um panorama sobre RS, SC, PR, GO, DF, MS, MT, MA, PI, RN, PB, PE e AL. Agora é a vez do menor estado do Brasil em extensão, que prova que dos menores frascos podem sim vir os melhores perfumes.
Acordo para fornecimento de energia
Com um investimento de mais de R$ 5 milhões, a Cerâmica Capri ocupou a fábrica da antiga Cerâmica Sergipe, na região metropolitana de Aracaju, em 2021. Para produção dos pisos e revestimentos, a empresa investe em processos inovadores, como sistemas de impressão digital, que são impressoras de alta capacidade e definição para decorar as peças com design adequado para cada ambiente.
Em outra frente, a cerâmica, que é a terceira maior consumidora de gás natural do estado, foi a primeira a fechar um contrato livre de fornecimento de gás com a Eneva. O acordo, assinado há um ano, resulta em mais economia, flexibilidade contratual, eficiência e competitividade para a empresa.
E, por falar em energia, o complexo da Eneva em Sergipe é formado por uma termelétrica - a UTE Porto de Sergipe I, com capacidade instalada de 1,6 GW, sendo uma das maiores do país - e por um navio (unidade flutuante de armazenamento e regaseificação), que se conecta à malha de gás brasileira por um gasoduto de 25 km.
O último destaque das empresas mapeadas pela Jornada no estado é a Bitex. A indústria têxtil trabalha com soluções private label, isto é, é terceirizada de marcas conhecidas para confecção das roupas com identidade visual, logo e etiquetas da contratante.
Esse modelo de serviço possibilita que marcas tenham coleções exclusivas sem ter a própria fábrica. Além da personalização e qualidade das peças, a marca tem a vantagem de reduzir custos operacionais. Atualmente, atendem marcas de todo o Brasil, sendo referência na confecção de camisas.
Apesar de ser uma empresa de pequeno porte, a Massas Mago está no mercado há 30 anos. O negócio começou com Dona Maria, que fazia massa para colegas e familiares. Fabrica massa para pastel e pizza brotinho para Alagoas, Sergipe e Bahia.
Presente em Aracaju e Barra dos Coqueiros, a empresa oferece soluções de arquitetura e engenharia como desenho e plotagem de projetos, impressão gráfica e 3D, digitalização de documentos, cursos de computação gráfica, levantamento cadastral com laser scanner 3D, fotos e filmagens com drone (imagem térmica e RGB) e tours virtuais 360º. A empresa existe desde 2000.
Com mais de 30 anos de trajetória, a Bitex é uma indústria têxtil sergipana que fabrica coleções de moda masculinas e femininas em várias etapas, da modelagem ao acabamento. Tem atuação nacional, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, e, entre os produtos que comercializa, é reconhecida pela camisaria.
A indústria cerâmica de revestimentos localizada no distrito industrial de Nossa Senhora do Socorro, na região metropolitana de Aracaju, detém a marca Ravello Pisos e Revestimentos e é uma das principais indústrias do estado. A fábrica tem grandes maquinários para moagem de argila, prensagem, esmaltação, decoração e fornos em alta temperatura.
Fundada em 2007, a Planeta Limpo trabalha com gerenciamento de resíduos, para que resíduos industriais públicos e privados sejam convertidos em energia, reinserindo-os na cadeia. Prestam serviço para diferentes setores, incluindo óleo e gás, e investem continuamente em tecnologias para reduzir emissões de gases de efeito estufa e odores, além de riscos de contaminação do solo e da água.
A maior operadora privada de gás natural do Brasil tem um hub de energia em Barra dos Coqueiros, com uma termelétrica e uma unidade flutuante de armazenamento e regaseificação (FSRU), que transforma Gás Natural Liquefeito (GNL) em gás natural para o sistema elétrico e o mercado livre.



