É preciso ampliar e melhorar a governança de financiamento para o clima

A afirmação é do gerente-executivo de Meio Ambiente da CNI, Davi Bomtempo. Ele e outros representantes do setor industrial participaram de encontro com representantes do governo e parlamentares na COP-24, realizada em Katowice, na Polônia
Davi Bomtempo, da CNI: novos modelos de financiamento para o clima vão potencializar geração de novos negócios

É preciso ampliar e melhorar os modelos de financiamento para projetos de redução de emissões de gases de efeito estufa e de adaptação à mudança do clima. A afirmação foi feita por Davi Bomtempo, gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a representantes do setor industrial e do governo e parlamentares brasileiros durante a 24ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP-24), em Katowice, na Polônia. 

Ele participou de evento nesta segunda-feira (10) que tratou da implementação da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês) e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 13, que trata de metas para combater a mudança do clima. A reunião foi realizada em parceria com Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Rede Brasil do Pacto Global e Frente Parlamentar da Química

No encontro, Bomtempo também defendeu uma melhor gestão da oferta e demanda de recursos públicos e a inclusão da agenda climática no Plano Plurianual (PPA). “Novos modelos de financiamento e a definição de um modelo de governança ajudarão a tornar o acesso ao crédito mais fácil”, destacou. “Isso potencializará a geração de novos negócios e a consolidação de uma economia de baixa emissão de carbono."

Presidente do Conselho de Meio Ambiente da CNI, Marcelo Thomé, é fundamental criar ambiente favorável para empresas aproveitarem oportunidades da economia de baixo carbono

A opinião é compartilhada por Marcelo Thomé, presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI. Segundo ele, é preciso criar um ambiente de negócios favorável para empresas brasileiras aproveitarem oportunidades da agenda de baixo carbono. “Para isso, é preciso considerar os esforços já realizados pela indústria na redução de emissões e transformá-los em diferencial competitivo”, assinalou.

No evento, a Abiquim anunciou que vai lançar em 2019 um estudo com posicionamento sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) do setor químico. 

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