Agenda do clima é grande oportunidade para o Brasil, destaca Marcelo Thomé

Além do presidente do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, também participou do debate a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que enfatizou o papel da agroindústria nas questões climáticas

O evento, realizado pela CNI em parceria com o canal AgroMais, debateu o papel da agroindústria na agenda climática.

A agenda do clima é uma grande oportunidade para o Brasil, principalmente porque o país é líder mundial na participação de renováveis na matriz energética, com forte presença dos biocombustíveis. Além disso, possui enorme potencial no uso sustentável das florestas. A afirmação é de Marcelo Thomé, presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), durante live Brasil Pró-Clima, nesta terça-feira (24).

O evento, realizado pela CNI em parceria com o canal AgroMais, debateu o papel da agroindústria na agenda climática. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, enfatizou que a agroindústria brasileira é parte da solução para as questões climáticas.

Segundo ela, é preciso reconhecer o papel do setor para mitigação e adaptação às mudanças climáticas, com ações como o plantio direto, as florestas plantadas, o programa Renovabio, para expansão da produção de biocombustíveis, e a política de bioinsumos. “Além da emergência climática, temos globalmente a emergência de combate à fome e pobreza, acentuada pela pandemia de Covid-19”, alertou Tereza Cristina.

Instituto Amazônia+21 promoverá iniciativas inovadoras na região

Para contribuir nessa estratégia, foi criado o Instituto Amazônia+21, para promoção de iniciativas inovadoras para o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal.

Marcelo Thomé, que também preside a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), relatou ainda que a CNI defende uma estratégia nacional para estruturar a economia de baixo carbono, baseada em quatro pilares: transição energética, precificação do carbono, economia circular e conservação das florestas. Para contribuir nessa estratégia, foi criado o Instituto Amazônia+21, para promoção de iniciativas inovadoras para o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal.

“Há uma consciência do empresariado e visão de que a questão climática é uma agenda de oportunidades, que vai além de aspectos regulatórios”, afirmou.

A opinião é compartilhada por Christian Lohbauer, presidente da Croplife, associação que conta com 48 empresas fornecedoras de insumos agrícolas. Segundo ele, o Brasil pode se tornar uma superpotência  da biotecnologia e biologia, que são os ramos que estão na fronteira tecnológica.


“O que o país tem feito com os recursos biológicos é fantástico e há grande potencial de trazermos para cá prosperidade com conservação do meio ambiente”, assinalou Lohbauer. No entanto, ele alertou que é preciso valorizar a trajetória sustentável da agricultura brasileira, cuja imagem vem se desgastando por desconhecimento generalizado do Brasil.


Para Orlando Ribeiro, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o peso da questão energética é maior no combate à mudança climática. Ele afirmou que o problema do desmatamento ilegal ocorre, principalmente, na “franja” de urbanização da Região Amazônica e que o governo está comprometido com a meta de zerar o desmatamento illegal até 2030. “Para isso, o governo precisa contar com apoio da iniciativa privada nacional e internacional”, complementou.

Na visão de Ribeiro, entre as principais soluções para a questão está a regularização fundiária. Thomé concordou: “Além de ser crucial no combate ao desmatamento, é um instrumento de desenvolvimento econômico para a região Amazônica.”

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