Agenda 2030 traz oportunidades de negócios para empresas brasileiras

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e logística reversa foram temas da reunião do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI nesta sexta-feira (11)
Representantes da indústria apresentaram projetos inovadores em logística reversa

A Agenda 2030, que trata da implementação dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), traz oportunidades de negócios. A afirmação é de Sérgio Kelner, diretor de Educação para a Cidadania e Inovação Social da Secretaria de Governo da Presidência da República, durante a reunião do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Coema) da Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizada nesta sexta-feira (11), em Brasília.

Segundo Kelner, entre os principais objetivos do governo na Agenda 2030 está a redução das desigualdades sociais (ODS 10) e erradicação da pobreza (ODS 1). “Com esses objetivos, empresas podem contribuir com soluções inovadoras, que estão relacionadas ao ODS 9, à indústria, inovação e infraestrutura”, destacou. “Sem os objetivos de desenvolvimento sustentável há limitação do desenvolvimento econômico de um país”, reforçou Kelner.

Ele anunciou que o Prêmio ODS Brasil, que visa valorizar iniciativas brasileira para apoiar o cumprimento da Agenda 2030, está com inscrições abertas até 29 de junho. “A premiação deve ser entregue no fim do ano pelo presidente da República”, complementou Kelner.

Assista ao vídeo e entenda a Agenda 2030:

Logística reversa – Outro tema de destaque na reunião foram projetos inovadores desenvolvidos pelas Federações das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), Rio Grande do Sul (FIERGS) e São Paulo (FIESP) para implementação da logística reversa, que está entre as metas do ODS 12, sobre padrões de produção e de consumo sustentáveis. No Paraná, foi criado o Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR). Nessa primeira fase, o InPAR, formado por sindicatos e empresas, está inicialmente desenvolvendo planos de logística reversa para embalagens dos setores de alimentos, de bebidas e farmacêutico.

Segundo o superintendente Corporativo da FIEP, Irineu Roveda, o instituto já possui 40 empresas associadas. “O sistema de governança do instituto está pronto, já que estabelecemos canais de diálogo com todos os envolvidos nesse processo: empresas, governo, cooperativas de catadores”, contou. “Com apoio técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) foram desenvolvidos ainda 11 planos de logística reversa setoriais para cumprir com o que está estabelecido na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).”

Projeto semelhante foi desenvolvido no Rio Grande do Sul, que criou em 2015 a Associação de Logística Reversa de Embalagens (Aslore), voltada aos setores que utilizam embalagens não-tóxicas, como alimentos, bebidas, higiene pessoal, cosméticos e produtos de limpeza. O InPAR é parceiro da Aslore na Coalizão Empresarial formada por 22 associações nacionais que representam produtores de embalagens, fabricantes de produtos usuários de embalagens, importadores e comerciantes de produtos não perigosos. “A Aslore desenvolve projetos de interlocução e capacitação de cooperativas de catadores para apoiar empresas no cumprimento do acordo setorial para implantação da logística reversa de embalagens em geral”, explicou a coordenadora técnica da FIERGS Tânia Cristina Sette.

Em São Paulo, a FIESP está fechando um acordo com o governo para viabilizar outros atores no processo de reciclagem, além de cooperativas de catadores. “O acordo, que deve ser assinado no próximo dia 23 de maio, vai permitir a criação de empresas para viabilizar o cumprimento do acordo setorial de logística reversa”, destacou Ricardo Garcia, especialista em Meio Ambiente da FIESP.

Também participaram da reunião o presidente do Coema, Marcos Guerra, o secretário-executivo Shelley Carneiro e o gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo.

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