Os primeiros passos da reabertura

Governos europeus vêm relaxando as regras de quarentena para que o setor produtivo possa retomar sua atividade com segurança para todos
A Áustria autorizou a abertura gradual de todos os comércios, além da permissão para praticar esportes ao ar livre

Com o objeto de reabrir a economia e retomar as atividades industriais e comerciais, diversos países começaram a relaxar, em abril, as medidas de isolamento social adotadas para impedir a propagação do novo coronavírus. Essa reabertura, feita de maneira parcial, vem acompanhada de algumas restrições e de medidas preventivas de proteção, como uso de máscaras e maior distanciamento entre as pessoas nos meios de transporte público e nos locais de trabalho.

Na Alemanha, onde o governo anunciou que o país tem capacidade de fazer 160 mil testes diários da Covid-19, as medidas de restrição começaram a ser abrandadas com a permissão de reabertura de pequenas lojas, atividades industriais e aulas presenciais em algumas localidades. A Volkswagen, por exemplo, retomou a produção em algumas unidades, como em Brunswick e Kassem, em 6 de abril, e três semanas depois, em Wolfsburg, onde trabalham 8 mil funcionários.

Andreas Tostmann, membro do conselho da VW responsável pela produção, afirmou, em comunicado à imprensa, que “o reinício da produção na maior fábrica de automóveis da Europa, após semanas de paralisação, é um símbolo importante para funcionários, revendedores e fornecedores, assim como para as economias alemã e europeia”.

A reabertura das fábricas da Volkswagen foi precedida da elaboração de um manual de regras de prevenção com mais de cem itens que deveriam ser seguidos, inclusive por revendedores, para evitar a propagação do coronavírus.

A Áustria autorizou a abertura gradual de todos os comércios, além da permissão para praticar esportes ao ar livre e a possibilidade de que os colégios voltem a funcionar em maio. Todas as lojas com menos de 400 metros quadrados e grandes áreas ao ar livre estão abertas desde o fim de abril, ainda que os clientes só sejam autorizados a entrar com máscara e precisem manter uma distância obrigatória de, ao menos, um metro entre si. A República Tcheca também autorizou o funcionamento dos pequenos negócios.

Na Itália, um dos países mais atingidos pela pandemia, as fábricas também estão retomando suas atividades. A Fiat Chrysler, por exemplo, reiniciou sua produção de vans em Atessa no dia 27 de abril. Foram adotadas medidas de precaução contra a pandemia, como o uso de máscaras por todos na unidade e a medição diária de temperatura para detectar casos de febre. Muitas empresas, assim como a Fiat, mudaram os padrões de trabalho para incorporar intervalos mais frequentes e rigorosos de higiene e limpeza, além de espaçamento maior entre os trabalhadores.

Outro país tristemente afetado pela Covid-19, a Espanha decidiu encerrar 48 dias de isolamento social e permitir que, desde 2 de maio, as pessoas saíssem às ruas. Cidades com mais de 5 mil habitantes têm que seguir horários estabelecidos. Nos municípios com o número populacional menor, os cidadãos podem sair das 6h às 23h. Os resultados têm sido monitorados pelas autoridades dia a dia e a reabertura total está prevista para o fim de junho.

Para acompanhar o que vem sendo feito no exterior, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) integra seis iniciativas internacionais contra os efeitos do coronavírus na economia. “A retomada não virá de maneira isolada, mas coordenada. Alemanha, Coreia do Sul e outros países já estão mais adiantados e a troca de informações é importante para o planejamento dessa fase no Brasil”, afirma Constanza Negri, gerente de Política Comercial da entidade e responsável pelo acompanhamento.

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