O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) assume um papel central na nova fase da industrialização brasileira ao coordenar a expansão nacional do Programa de Investimentos Transformadores em Eficiência Energética na Indústria, o PotencializEE.
Nesta quinta-feira (5), o diretor geral do SENAI, Gustavo Leal, assinou com o governo federal um convênio que destina R$ 75 milhões para promover a eficiência energética em micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) de todo o Brasil.
A iniciativa é fruto de uma parceria estratégica entre o SENAI, o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), no âmbito do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
Entre os principais objetivos do PotencializEE está enfrentar a baixa adoção de medidas de eficiência energética, considerada uma das principais barreiras à competitividade do setor produtivo nacional, onde os insumos energéticos representam mais de um terço dos custos de produção.
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Para o ministro de MME, Alexandre Silveira, o lançamento reforça o compromisso do governo com a modernização do parque fabril.
“Ao investir em micro, pequenas e médias empresas de todas as regiões do Brasil, impulsionamos a eficiência, a competitividade industrial e a redução de custos, ao mesmo tempo em que avançamos na descarbonização da economia nacional. São R$ 75 milhões destinados a transformar a indústria brasileira e consolidar operações comprometidas com a transição energética”, afirmou o ministro.
O papel estratégico do SENAI
Nesta expansão, o SENAI atuará como braço técnico e operacional decisivo. A instituição será responsável por formar consultores, realizar diagnósticos energéticos e acompanhar a implementação de melhorias nas fábricas. O programa oferece uma jornada completa com a capacitação de profissionais, identificação de empresas, além do apoio e acesso a linhas de crédito para viabilizar a troca de equipamentos por tecnologias mais eficientes.
O diretor geral do SENAI, Gustavo Leal, destaca a urgência dessa pauta para o mercado. "A eficiência energética deixou de ser apenas uma questão ambiental para se tornar um fator decisivo de sobrevivência e competitividade. Com este convênio, o SENAI, em parceria com a ENBPar e o MME, oferece às indústrias o suporte necessário para modernizarem seus parques fabris. Estamos falando de reduzir custos operacionais significativos e, simultaneamente, preparar a indústria brasileira para as exigências da economia de baixo carbono”, destacou.
Resultados comprovados e metas futuras
A decisão de nacionalizar o programa baseia-se no sucesso da fase piloto realizada em São Paulo. O projeto mobilizou R$ 150 milhões em financiamentos e implementou 250 iniciativas de eficiência, resultando em uma redução de 1.746 GWh no consumo de energia e evitando a emissão de 445 mil toneladas de CO₂.
Miguel Marques, diretor de Gestão de Programas de Governo da ENBPar, reforçou a importância de escalar esses resultados. “Os resultados da primeira fase comprovam que é possível estruturar soluções de eficiência energética em escala, com impacto real para a indústria e para o meio ambiente. Com o lançamento da segunda fase, o Procel amplia esse alcance, fortalecendo seu papel como indutor de políticas públicas que promovem competitividade, renovação tecnológica e a transição para uma indústria mais eficiente em todo o país”, pontuou Marques.
A meta da nova fase é atender cerca de 1.765 indústrias ao longo de três anos. A divulgação oficial para atrair empresas interessadas começará entre abril e maio de 2026, logo após a etapa inicial de capacitação da rede técnica do SENAI.
A assinatura do convênio foi realizada durante o evento Conexões MME- Encontro Nacional de Grandes Compradores, realizado na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG - Regional Vale do Aço), em Ipatinga (MG).



