No Rio de Janeiro, 61% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial vêm da extração de petróleo e gás natural e 9,3% são do setor de derivados de petróleo e biocombustíveis. Não por acaso, o estado é sede da Petrobras e do centro de pesquisa da empresa, o Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (CENPES), um dos maiores complexos de pesquisa aplicada em energia do mundo.
Criado em 1963 para desenvolver soluções tecnológicas e assistências técnicas para a exploração e produção de óleo e gás, o centro tem hoje mais de 115 laboratórios e plantas-piloto e emprega 1.100 doutores, mestres e técnicos.
As áreas de pesquisa são bastante abrangentes e vão desde geociência, engenharia de reservatórios, elevação e escoamento, poços, tecnologias submarinas e de superfície a refino, logística e comercialização. Nos últimos anos, a instituição ampliou os estudos em descarbonização das operações e energias renováveis. Mas o CENPES não está sozinho no desenvolvimento de soluções e tecnologias para transição ecológica e digital da indústria brasileira.
A Jornada Nacional de Inovação da Indústria, evento itinerante da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), está percorrendo todo o país para traçar desafios, propostas e soluções inovadoras de cada estado. Para cada unidade da federação, a Agência de Notícias da Indústria publica uma matéria para contar um pouco mais sobre o ecossistema industrial. Já trouxemos um panorama sobre os estados do Sul, Centro-Oeste e Nordeste: RS, SC, PR, GO, DF, MS, MT, MA, PI, RN, PB, AL, SE e BA. Começamos a região Sudeste com o ES e agora é a vez do Rio de Janeiro.
Startups fluminenses focam em automação e conservação ambiental
Com um cenário fértil para novos negócios, o estado tem startups como a Embeddo, especializada em engenharia avançada e automação de processos industriais; a Biosolvit, de biotecnologia para preservação do meio ambiente; e a T&D, de gestão hídrica para combater o desperdício de água.
A Embeddo desenvolve tecnologias de sensores e dispositivos inteligentes adaptáveis a diferentes aplicações, junto a uma plataforma de big data, analytics e machine learning, que fornece métricas e análises para manutenção preditiva e insights estratégicos. A startup atende grandes clientes, como Stellantis e Ambev.
Já a Biosolvit tem, entre os produtos criados, o Ecofast, que é um absorvedor de petróleo, tecnologia que ajuda na descontaminação de óleo no solo e na água. Em 12 anos, a empresa expandiu e instalou unidades no Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo e Rio Grande do Sul; e nos Estados Unidos, Portugal e Macao, na China.
Enquanto a T&D cresceu tanto com suas soluções de gestão de água que aderiu ao modelo de franquia e hoje está presente em várias cidades do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Suas principais soluções são: Sistema de Economia de Água (SEA), com tecnologia e métodos próprios que tornam o consumo de água de qualquer estabelecimento o mais eficiente possível; o Sistema de Monitoramento Remoto (TDRR); e os medidores de individualização de consumo de água.
Startup cujo propósito é impulsionar a transformação digital e a manufatura avançada na indústria. A partir de uma abordagem integrada, do hardware ao software, oferecem soluções combinando sensores e dispositivos inteligentes com computação de borda, internet das coisas industrial (IIoT) e inteligência artificial.
Voltada para os setores de óleo e gás, energia nuclear e renovável, saneamento, defesa, marítima e mineração, a Orion tem sistemas e equipamentos, incluindo robôs, para inspeções de dutos e estruturas complexas. Sediada na incubadora de empresas da Coppe-UFRJ, também realiza consultorias.
O Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) atende as demandas tecnológicas da Petrobras, principal empresa brasileira de exploração, produção, refino e comercialização de petróleo, gás natural e seus derivados, com forte atuação em energia. Foi a partir das pesquisas do Cenpes que a Petrobras virou referência mundial em prospecção de petróleo em águas profundas. O Centro também é a aposta da empresa para transição energética.
A Vox Epower é uma empresa de engenharia que desenvolve soluções personalizadas para estações de recarga de veículos elétricos residencial, em condomínio, comercial e para frotas. Além da estrutura física de recarga, têm um aplicativo que localiza pontos de recarga disponíveis, planeja rotas e acompanha o status das estações em tempo real.
GreenTech referência em economia de água no Brasil, a T&D Sustentável entrega uma solução 360º para gestão hídrica de médios e grandes consumidores. Desenvolvem tecnologias e métodos próprios para economia de recursos hídricos em hospitais, supermercados, indústrias, escolas, faculdades, hotéis, shoppings e condomínios. Criada em 2018, já foi reconhecida como startup nº1 na categoria Water and Sanitation pelo Ranking Open 100 Startups 2022/23/24/25.
Com 31 anos de trajetória e localizada em São Cristóvão, a Holográfica tem uma visão inovadora para o design em toda a cadeia da embalagem e produtos impressos, e para a sustentabilidade. Seu foco está no desenvolvimento de embalagens mais leves, reutilizáveis e 100% biodegradáveis. Fui pioneira ao adotar tintas de base vegetal. Desenvolve ainda press kits, sacolas, PDV, brindes e outros projetos gráficos.
Startup de biotecnologia que cria soluções para reduzir impacto ambiental, de redução de resíduos a uso mais inteligente de água. A atuação se dá em três frentes: pesquisa e desenvolvimento de novos materiais, industrialização de produtos destinados à preservação da flora e industrialização de produtos para preservação das águas.
A startup "remunera” o cidadão que recicla, conectando, por meio de um aplicativo, quem quer reciclar com quem recicla. Ao descartar o resíduo eletrônico nos ecopontos indicados, o usuário ganha pontos, que podem ser trocados por benefícios em empresas parceiras. Segundo a empresa, o Brasil produz anualmente 1,4 m de tons de resíduos eletroeletrônicos, porém, devido infraestrutura inadequada de coleta seletiva para manejo e beneficiamento destes resíduos, menos de 1% é reciclado.



