CNI avalia como positiva decisão do TCU sobre leilão do 5G no Brasil

Para o setor produtivo, a implementação da nova tecnologia é fundamental para as empresas do país manterem a competitividade no cenário global

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) está otimista com a perspectiva aberta pela decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) em relação ao leilão de 5G. A entidade reforça a urgência da implementação desta tecnologia para as empresas industriais brasileiras se manterem competitivas no mercado global. A demora no leilão tem impactado negativamente no investimento realizado pelas operadoras, que aguardam para saberem exatamente quais compromissos que terão que assumir caso ganhem a concorrência pública prevista para outubro.

“Quando falamos em competitividade no cenário internacional, a infraestrutura adequada para o desenvolvimento da indústria 4.0 é condição primordial. Precisamos oferecer as condições básicas para termos um setor produtivo capaz de competir de igual para igual com empresas estrangeiras e ajudar na retomada da economia, na geração de empregos. Daí a importância de o Brasil priorizar e acelerar a implementação do 5G”, comentou o superintendente de Desenvolvimento Industrial da CNI, João Emilio Gonçalves.

Entre os ganhos possíveis do 5G para a indústria por meio da internet das coisas estão a melhor adequação do estoque à demanda do mercado, a customização de produtos de forma ágil à necessidade dos clientes, redução de desperdício e consequentemente do custo, aumento da segurança do trabalhador por meio da realização de atividades de risco por máquinas.

Em relação aos primeiros sinais do 5G no mundo, em outubro de 2018 nos Estados Unidos, o Brasil já está atrasado em praticamente três anos. Com a decisão do TCU, é possível o governo federal consiga publicar o editar em outubro após a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) fazer os ajustes sugeridos na decisão da Corte de Contas. 

Além dos ganhos para o setor produtivo, o edital na modalidade não arrecadatória vai beneficiar a sociedade com as contrapartidas de investimentos das teles. De acordo com o edital original, as empresas deveriam começar a ofertar 5G nas capitais e no Distrito Federal até julho de 2022. Para municípios com mais de 500 mil habitantes, o prazo limite era julho de 2025; para aqueles com população acima de 200 mil, julho de 2026; e para os com mais de 100 mil, julho de 2027.

A proposta da Comissão de Educação da Câmara de incluir a conectividade de todas as escolas públicas de Educação Básica até 2024 entre as obrigações previstas no edital foi acolhida pelo TCU bem como a implementação de uma rede exclusiva para o governo. 

O que é o 5G e qual a sua importância para o Brasil

O 5G é a quinta geração das redes de comunicação móvel no mundo. O leilão em questão é a maior concorrência do setor de telecomunicações da história do Brasil. O valor das faixas colocadas na concorrência - 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHZ - está estimado em R$ 45,8 bilhões, e os investimentos previstos nos compromissos, em R$ 37 bilhões.

Entre os ganhos para as empresas e a população, estão avanços como cirurgias remotas, carros autônomos e internet das coisas. Enquanto o 4G permite 10 mil dispositivos conectados por km², no 5G são até 1 milhão. Em termos de velocidade o 5G chega a ser 100 vezes maior que o 4G.

Relacionadas

Leia mais

Conheça as regras do leilão de 5G
Indústria, governo e setor de tecnologia reconhecem necessidade de formação de mão de obra para 5G
5G é vital para o futuro da indústria brasileira

Comentários