Nos dias 29 e 30 de setembro, gestores de cultura de todo o país se reuniram no Rio de Janeiro para o 6º Encontro Nacional de Cultura do SESI. Com realização do Departamento Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI) e correalização da SESI-RJ, o congresso discutiu o papel da arte como vetor de desenvolvimento socioeconômico e inovação. O evento, com o tema Cultura, soft power e democratização de acesso, reuniu profissionais dos departamentos regionais do SESI de diferentes estados do Brasil, gestores e especialistas do setor.
Na abertura, o presidente da Federação da Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), Luiz Césio Caetano, enalteceu a Política Nacional de Cultura do SESI, conjunto de diretrizes do Serviço Social da Indústria que reconhece a cultura como um direito social e um vetor de desenvolvimento humano, social e econômico. “Este encontro tem importância para lançarmos um olhar estratégico sobre a cultura, com uma programação de painéis que refletem o diálogo do SESI com o ecossistema cultural e criativo, em relevantes vertentes: mercado, curadoria, artes visuais, artes cênicas e música”, disse.
A superintendente de Cultura do SESI, Claudia Ramalho, destacou a consolidação da cultura dentro do planejamento estratégico do Sistema Indústria e defendeu a contínua profissionalização da gestão como um marco de autonomia institucional para a área. “Esse encontro tem um papel fundamental de pensar o futuro, o legado e a nossa atuação institucional. A cultura passou a ter objetivos estratégicos próprios dentro do SESI, o que nos dá uma identidade consolidada e o desafio de profissionalizar cada vez mais a gestão, contribuindo diretamente para o desenvolvimento social e a competitividade do país”, afirmou Cláudia, que agradeceu o apoio do Ministério da Cultura (MinC).
Alexandre Reis, diretor-executivo Operacional do Sistema FIRJAN e diretor-executivo SESI SENAI, reforçou o papel da arte e da história na construção do futuro. Ele lembrou ao público que a Casa FIRJAN é um patrimônio histórico e enfatizou, ainda, o papel da arte para a educação. O gerente de Cultura e Arte da SESI-RJ, Antenor Oliveira, também participou da abertura do evento, destacando a relevância da rede de equipamentos e projetos locais.
Ativos criativos e impacto econômico
A programação do 6º Encontro Nacional de Cultura do SESI foi dedicada à discussão dos desafios e das transformações do setor cultural, com debates sobre diversidade, acesso à cultura, economia criativa, influência dos territórios e soft power, curadoria, gestão e sustentabilidade nas artes visuais, formação e oportunidades de incentivo, além de linguagens e tendências nas artes cênicas e no mercado da música. Também foram apresentados os dados do Mapeamento da Indústria Criativa e do Mapa Rio Soft Power, desenvolvidos pela FIRJAN.
O encontro também abordou a atuação estratégica do SESI na área cultural, com a apresentação do Planejamento Estratégico Sistêmico do SESI 2028–2030 e momentos de escuta com gestores culturais para discutir desafios, oportunidades e recomendações para a área.
A programação contou com painelistas como Nelson Motta, jornalista e produtor cultural; Eduardo Saron, presidente da Fundação Itaú; Ricardo Piquet, presidente do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), responsável por espaços como Museu do Amanhã; e Tânia Queiroz, diretora da Casa França-Brasil.
Encontro de gestores
Na segunda-feira (28), foi realizado o 2º Encontro de Gestores de Carteira e Gestores de Projetos de Cultura, reunindo, também na Casa Firjan, cerca de 150 profissionais e especialistas de várias unidades do SESI no Brasil. Com o tema “Projetando o futuro e construindo legado”, o encontro promoveu a integração entre a gestão estratégica e a execução prática nos territórios. O objetivo foi alinhar diretrizes nacionais, potencializar investimentos e fortalecer a presença da cultura com inovação, utilizando a era digital, os dados e as pesquisas como vetores para transformar ideias em negócios.
A superintendente de Cultura do SESI, Claudia Ramalho, ressaltou o avanço histórico da temática dentro da instituição e sua consolidação no planejamento estratégico nacional. “Esse encontro tem um papel fundamental de pensar o futuro, o legado e, principalmente, a nossa atuação no sentido de contribuir com o fortalecimento institucional. Não dá para trabalhar a cultura sozinha, é preciso estar junto com a gestão estratégica. Isso é para nós uma carta de maioridade", enfatizou.
Ela também ressaltou a trajetória da temática e sua consolidação no planejamento estratégico, lembrando que a integração começou com 16 estados, passou para 23 e hoje alcança todos os 27 Departamentos Regionais em um mesmo propósito.
A visão de integração com o setor produtivo e de gestão de resultados também foi abordada pelo superintendente de Gestão e Dados do SENAI, Felipe Morgado. “A gestão da cultura dentro do nosso sistema precisa caminhar lado a lado com a estratégia, garantindo que cada projeto tenha diretrizes claras, governança e métricas de impacto socioeconômico. Nosso papel é estruturar e dar suporte aos Departamentos Regionais para que as entregas culturais promovam o desenvolvimento humano, fortaleçam a educação e impulsionem a competitividade da indústria brasileira”, ressaltou.
Paula Bosso, gestora da política de cultura do SESI, pontuou que esse encontro criou um ambiente essencial de diálogo entre realidades diferentes, mas que se complementam. “O evento focou em promover um ambiente de troca, reflexão conjunta, conexão e conhecimento entre as equipes de gestão estratégica e de fomento e os profissionais que executam os projetos de cultura nos territórios”, pontuou.
A programação contou com palestras, dinâmicas práticas e debates sobre transformação, cenários futuros, dados, pesquisas e mensuração de resultados. Com a presença de lideranças e especialistas do setor, o encontro reafirmou o papel da gestão cultural colaborativa como vetor de inovação e competitividade, consolidando diretrizes que asseguram a sustentabilidade e o legado dos projetos culturais promovidos pelo SESI em todo o território nacional.
Entre os palestrantes estavam Carlos Piazza, futurista digital; Wang Ching, empresária com mais de 35 anos de carreira em gestão, estratégia e desenvolvimento de líderes; Carol Fernandes, coordenadora do Lab de Tendências da Casa FIRJAN; e Cláudio Boros, especialista em gestão de projetos, processos e estratégia.



