SESI Lab pelo Brasil: exposições itinerantes do museu chegam a Fortaleza e ao Rio de Janeiro

Museu da Indústria do Ceará celebra 12 anos com mostra sobre o futuro das profissões, enquanto o Museu do Jardim Botânico recebe espaço sobre bioeconomia

Foto: Laura Guerreiro/FIEC

De norte a sul do país, o SESI Lab busca levar um pedacinho de suas experiências para mais perto do público. Por meio de exposições itinerantes, o museu brasiliense amplia o acesso a seus conteúdos e provoca reflexões sobre temas que estão transformando o presente e moldando o futuro.

Em Fortaleza e no Rio de Janeiro, duas experiências convidam os visitantes a conhecer, interagir e pensar sobre os desafios e possibilidades do presente e do futuro.

Como será o mundo do trabalho com o advento de novas tecnologias? Quais competências serão necessárias no universo profissional? Essas e outras perguntas guiam O Futuro das Profissões, exposição autoral do SESI Lab, atualmente em cartaz no Museu da Indústria do Ceará, em Fortaleza. De 11 a 13 de setembro o local recebe um festival inspirado na mostra, com palestras, debates e atividades culturais.

O consultor Carlos Piazza abre a programação no dia 11 de setembro com a palestra "Um olhar para o futuro do trabalho", na qual desenvolve reflexões sobre transformação digital, inovação, educação e futuro das profissões. A consultora financeira e influenciadora digital Nathália Rodrigues - a Nath Finanças - continua a programação com a palestra "Dinheiro, escolhas e futuro".  

Nos demais dias do festival O Futuro das Profissões, realizado pelo SESI Ceará, o público poderá acompanhar palestras sobre o processo curatorial da exposição e sobre o futuro das profissões em áreas como moda e economia azul, além do futuro do trabalho com data centers e energias renováveis. A programação cultural conta com a esquete teatral "Trabalhador Analógico" e show com o Duo Badulaque. 

Desenvolvida pelo SESI Lab, museu de arte, ciência e tecnologia em Brasília, a exposição O Futuro das Profissões debate o passado, o presente e o futuro das ocupações profissionais utilizando recursos audiovisuais e interativos, como vídeos, jogos e intervenções. A mostra estreou em Fortaleza em fevereiro deste ano, após passar por Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, reunindo mais de 170 mil visitantes. 

A superintendente de Cultura do Serviço Social da Indústria (SESI), Cláudia Ramalho, explica que a exposição tem uma dimensão lúdica e apresenta uma reflexão importante. “O SESI é uma instituição importante que trabalha com educação. Por isso, é importante levar para os visitantes quais competências precisam ser desenvolvidas para esse futuro das profissões. O conhecimento é central, porque, mesmo com a inteligência artificial, se o profissional não souber fazer as perguntas certas, não vai ter as soluções esperadas. A grande mensagem é essa: quais competências precisamos desenvolver para estarmos aptos a exercer essas profissões do futuro”, afirma. 

Para o gerente do Museu da Indústria, Luis Sabadia, o festival amplia as reflexões sobre as transformações do mundo do trabalho e aproxima essa discussão de diferentes públicos. “Queremos engajar o público em uma discussão contemporânea fundamental sobre o mundo do trabalho, as novas carreiras e a formação profissional, áreas em que o Sistema Indústria atua com excelência.” 

Bioeconomia amazônica 

No Rio de Janeiro, continua em cartaz a exposição BioOCAnomia Amazônica, também desenvolvida pelo SESI Lab. O Museu do Jardim Botânico exibe a mostra até novembro deste ano. A iniciativa convida o público a mergulhar em uma experiência imersiva sobre bioeconomia, biodiversidade, inovação e conservação ambiental, evidenciando a potência da bioeconomia como estratégia para o desenvolvimento sustentável. 

Toda a cenografia da exposição foi desenvolvida com materiais sustentáveis, como chapas plásticas recicladas e subprodutos da agroindústria, ciência, tecnologia e valorização de saberes intergeracionais. A iniciativa integra um esforço do Sistema Indústria e parceiros para apresentar ao público soluções baseadas na conservação da natureza, apoiadas pela inovação e por práticas produtivas sustentáveis. 

As exposições em Fortaleza e no Rio de Janeiro integram o projeto SESI Lab Itinerante, criado para ampliar o acesso às exposições e ações educativas do museu para diferentes regiões do país. A proposta parte da ideia de aproximar o museu de novos públicos e promover trocas de conhecimento por meio de experiências culturais e educativas.

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