Com o foco no fortalecimento da cultura de segurança e ambientes de trabalho mais resilientes, o Serviço Social da Indústria (SESI) realizou, entre os dias 28 e 31 de julho, a capacitação em HOP (Human and Organizational Performance) para representantes de 23 departamentos regionais. Promovida pela gerência de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), a iniciativa marca o início da aplicação da abordagem pelo SESI no país.
A abordagem HOP considera que o desempenho humano é influenciado pelas condições, processos e organização do ambiente do trabalho. Na prática, a metodologia busca compreender e transformar os erros, imprevistos e adaptações em oportunidades de aprendizagem e prevenção.
Segundo a gerente de SST do SESI, Katyana Aragão, a capacitação é a primeira etapa de um projeto de médio prazo. “Estamos iniciando a implementação de uma filosofia que transforma a forma de atuar em segurança do trabalho, com uma abordagem mais colaborativa e positiva. Teremos outros treinamentos e eventos para as empresas, com o objetivo de posicionar o SESI como um dos principais atores dessa inovação no Brasil”, afirmou.
Erro humano é normal; culpar não corrige os problemas
Consolidada internacionalmente a partir dos anos 2000 pelo pesquisador norte-americano Todd Conklin, a metodologia HOP se apoia em cinco princípios: o erro humano é normal; culpar não corrige os problemas; o contexto influencia o comportamento; a aprendizagem é essencial; e a reação da liderança diante dos erros tem impacto direto na cultura de segurança.
Durante a capacitação, o especialista em HOP, Gilval Menezes, destacou que um dos principais desafios dentro das organizações é compreender que as pessoas precisam se adaptar continuamente. “O planejamento é como uma linha reta, mas o trabalho real é cercado por desafios e imprevistos. Muitas vezes, uma adaptação é classificada como desvio e o desvio é associado a uma falha. Em alguns casos, porém, essa adaptação pode apontar um caminho de melhoria”, explicou.
Para José Carlos, especialista em Engenharia de SST do SESI Goiás, a capacitação amplia a visão sobre como levar os conceitos para a rotina das empresas. “A capacitação quebrou paradigmas sobre a forma como enxergamos e aplicamos a segurança do trabalho, especialmente no chão de fábrica”, ressaltou.
Além de contribuir para um ambiente de trabalho mais seguro e saudável, a adoção dessa abordagem também traz impactos para a produtividade e a competitividade das empresas. Ao reduzir a ocorrência de acidentes e fortalecer a prevenção, as organizações diminuem custos operacionais e passam a enxergar a segurança do trabalho como um investimento estratégico, e não apenas como uma obrigação legal.



