Mulheres da indústria mostram talento no vôlei feminino

Quem vê a atleta mato-grossense Francine Castro, de 31 anos, pular no bloqueio e atacar com bolas precisas dentro de quadra no vôlei feminino nem imagina que ela faz verdadeiros malabarismos para treinar o esporte favorito

Quem vê a atleta mato-grossense Francine Castro, de 31 anos, pular no bloqueio e atacar com bolas precisas dentro de quadra no vôlei feminino nem imagina que ela faz verdadeiros malabarismos para treinar o esporte favorito na BRF, empresa que atua pela décima edição dos Jogos Nacionais do SESI, realizados em Belém. A trabalhadora estreou com o time na quadra do SESI Almirante Barroso com direito a torcida e muita vibração. 

"Para mim tudo é mais difícil em se tratando do esporte, mas eu faço um esforço tremendo para estar aqui porque o esporte ajuda na minha saúde, principalmente na perda de peso', explica a atleta que foi a responsável pela maioria dos pontos da partida. Dentro de quadra, Francine correu de um lado para outro, gritou com as companheiras de quadra e vibrou muito a cada ponto. 'Tivemos pouco tempo para preparação, mas espero que tudo dê certo', disse ela. 

Mesmo com tanto esforço, o time dela não venceu, perdendo por 3 sets a 0 para as meninas do Salcomp, do Amazonas, mas isso pouco importou. 'O que vale é competir, já somos vencedoras. Conhecemos pessoas bacanas aqui em Belém e isso também nos importa', disse ela ao final da partida com a medalha na mão. 

Quem também mostrou a força das mulheres no vôlei foi Cintia Gomes, de 35 anos, atleta da empresa Cenibra, de Minas Gerais. Jogando há 11 anos no time, ela conta que a expectativa para Belém foi grande, principalmente pelo alto nível tático dos times. 'Sabemos que têm muitas meninas experientes nos times que já vem de vitórias em seus estados, mas temos experiência para superar isso', destacou ela, lembrando que a equipe ficou em terceiro lugar na competição nacional do ano passado. 'Sempre fui apaixonada por vôlei desde os tempos da escola e quando descobri que a empresa tinha o programa qualidade de vida não pensei duas vezes para entrar no time. Com as meninas eu formei uma verdadeira família, além disso, o vôlei também me relaxa’, completa. 

AJUDA EXTRA - Embalado pela torcida, o time da empresa Edeconsil, do Maranhão, teve muito trabalho para vencer por 3 sets a 1 o time da Cenibra, o qual Cintia jogava. A partida chegou a ficar empatada várias vezes, e a torcida deu um show à parte nas arquibancadas. 'Quando eu soube que o SESI ia realizar o jogos eu corri para ver, sabia que os atletas tinham um bom nível e não deixavam a desejar aos demais. Esse jogo de vôlei, por exemplo, está demais', disse a estudante de educação física de Belém, Evelin Leite, enquanto torcia para o time do Maranhão. 

HIDRATAÇÃO - Com o calor beirando os 32º graus em Belém, o destino certo das atletas do vôlei foi o ponto de hidratação, que fica bem atrás da quadra. A água bem gelada e a banana rica em cálcio foram as melhores pedidas para ajudar as meninas que suaram bastante dentro de quadra. 'Aqui é muito quente, mas já estávamos preparadas, é só correr ali atrás e pegar uma água para resolver tudo', contou aos risos a trabalhadora-atleta Luciana Santos. 

Com os resultados positivos na abertura da competição, os times da Salcomp e da Edeconsil foram classificados para as quartas de final no vôlei e jogam na próxima sexta-feira. 

OS JOGOS - Mais de 1.200 atletas de 200 empresas de todo o país participam da 10ª edição dos Jogos Nacionais do SESI, em Belém. As provas, em dez modalidades, começaram na quarta-feira (10) e seguem até domingo no SESI Almirante Barroso, SESI Ananindeua e no Estádio Olímpico do Pará. Acompanhe todas as notícias sobre os Jogos Nacionais do SESI na página da competiçãoAcesse as fotos no Flickr

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