Conheça as ações da indústria de Rondônia no combate ao coronavírus

Por meio da FIERO, indústria do estado já fez doações de álcool 70%, produziu máscaras e organizou campanhas para incentivar o consumo de itens fabricados no estado
As máscaras são produzidas por voluntários

A indústria brasileira tem se mostrado forte diante da pandemia da covid-19 e, em diversos estados, empresas se mobilizaram para auxiliar no combate ao novo coronavírus.

Em Rondônia, por meio da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), já foram feitas doações de álcool 70%, produção de máscaras de tecido não tecido (TNT), captação de alimentos, vacinação contra gripe e muito mais.

A produção de máscaras descartáveis, por exemplo, surgiu a partir da dificuldade de compra desse equipamento de proteção individual (EPI) no mercado. Por isso, o Serviço Social da Indústria (SESI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) do estado buscaram soluções e começaram a produzir o item nas unidades de Porto Velho e Vilhena.

Funciona assim: a fabricação das máscaras é feita por ex-alunos do curso de Vestuário e Confecção do SENAI, que trabalham de forma voluntária, e são doadas para instituições que abrigam idosos e para os atendentes e pacientes das unidades do SESI Saúde de Rondônia.

A meta é confeccionar até 250 máscaras/dia por unidade, e a produção se estenderá enquanto houver a necessidade do uso desta proteção.

Os EPIs serão doados para os trabalhadores da indústria

FIERO conscientiza quanto ao uso de máscaras

Acompanhando as discussões sobre a volta das pessoas na rua, a Federação se mostrou atenta à saúde dos trabalhadores da indústria e da população.

Por isso, a FIERO lançou a campanha “Previna-se. Por mim, por você e por todos”. O objetivo é conscientizar sobre a importância do uso da máscara e como ela ajuda a barrar a propagação do coronavírus.

Outra ação dessa campanha foi a compra de 25 mil máscaras de tricoline, feita pela federação, para ajudar a fomentar os pequenos negócios locais. Os itens serão distribuídos em indústrias do estado.

A federação defende o retorno gradual e responsável das atividades, porém reforça a necessidade de cumprimento das medidas de prevenção à covid-19 recomendadas pelo Ministério da Saúde que são lavar as mãos com água e sabão, usar álcool em gel, manter os ambientes ventilados, evitar aglomerações e não compartilhar objetos de uso pessoal.

Cabe lembrar que o uso da máscara também consta no Decreto nº 24.919 de 5 de abril de 2020, que mantém o estado de calamidade pública em Rondônia, para fins de prevenção e enfrentamento à pandemia, estendendo a quarentena e limitando atividades empresariais. 

A educação não pode parar

Nesse momento em que as atividades educacionais estão ocorrendo via remota, o SESI/RO pensou em soluções para não prejudicar o aprendizado dos jovens.

Em Vilhena, uma das ideias foi o projeto “Na escola, sem estar na escola”. O objetivo é permitir a convivência do aluno de uma forma diferente, usando o Minecraft Education, uma ferramenta digital que o SESI disponibilizou de forma gratuita aos seus alunos.

Com essa tecnologia, a estrutura física do colégio foi criada virtualmente em detalhes pelo professor de educação física e robótica, Silvio Luiz Vichroski, em parceria com o ex-aluno Teyllor Kenedy e os estudantes da escola Guilherme Krause, Joseph Fantin e Artur Bilhalva.

Na plataforma, os alunos podem encontrar amigos, colegas de outras turmas, interagir com objetos, ler recados deixados pelo professores nos quadros, resolver desafios, encontrar locais secretos e muito mais. Com isso, os jovens continuam conectados, desenvolvendo atividades interativas mesmo fora do ambiente escolar.

Outro ponto importante é o envolvimento dos alunos na solução criativa de problemas e na aprendizagem baseada em projetos. “Podemos incentivar a colaboração e a comunicação, além de criar um senso de humor e diversão”, afirmou o gerente do SESI, SENAI e IEL de Vilhena, Silvio Leite.

A intenção é que mesmo com o retorno das atividades presenciais na escola, a plataforma continue sendo utilizanda como mais uma ferramenta de ensino.

FIERO lança campanha Compre em Rondônia

Além de afetar a saúde, o coronavírus também tem afetado o comércio. Ao perceber a dificuldade de quem precisou fechar as portas e para alavancar a economia do estado, a FIERO criou a campanha “Compre em Rondônia”.

A federação propôs essa iniciativa depois de receber estudos elaborados pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e pelo SEBRAE, apontando que tanto a produção industrial quanto as vendas dos pequenos negócios em Rondônia foram afetados drasticamente com a pandemia.

Para o presidente da instituição, Marcelo Thomé, a iniciativa evita a demissão de muitos trabalhadores. “Privilegiar o consumo local gera transformações positivas em cadeia, na economia, no meio ambiente e na sociedade. Um dos impactos positivos é a geração e manutenção dos empregos”, afirma Thomé.

Empresas e trabalhadores da indústria podem tirar dúvidas pelo Whatsapp

Mais iniciativas da FIERO

Durante essa pandemia, a federação mobilizou as empresas do estado e conseguiu arrecadar oito toneladas de alimentos que foram doados. Além disso, a instituição também doou álcool 70% para o Ministério Público do Trabalho (MPT) de Rondônia.

Enquanto isso, o Centro Tecnológico de Mecatrônica do SENAI, em Porto Velho, faz parte da iniciativa Mais Manutenção de Respiradores. A unidade está recebendo e consertando respiradores e ventiladores pulmonares de todo estado.

A FIERO também está fornecendo consultoria a distância sobre medidas legais e de saúde para indústria, por meio de telefone, canais de atendimento, whatsapp e e-mail.

Essas e outras informações estão reunidas e detalhadas na página Juntos no Combate à covid-19, no site da federação. Acesse e saiba mais.

A Indústria contra o coronavírus: vamos juntos superar essa crise

Acompanhe todas as notícias sobre as ações da indústria no combate ao coronavírus na página especial da Agência CNI de Notícias.

Relacionadas

Leia mais

Coronavírus muda realidade do polo de confecções pernambucano
SESI faz testes de Covid-19 nos trabalhadores do Rio de Janeiro
Institutos SENAI de Inovação buscam nova fórmula para produzir álcool em gel

Comentários