SESI investe em plataforma de robótica on-line

Aulas de programação continuaram durante a pandemia. A ferramenta Coder Z é conhecida por incentivar a educação tecnológica com gamificação a distância
Cerca de 90 mil estudantes do SESI podem acessar a plataforma Coder Z

Com a pandemia de Covid-19 no Brasil, foram necessárias adaptações em diversas áreas. Na educação, por exemplo, o Serviço Social da Indústria (SESI) buscou novos métodos para ministrar as aulas, sem descumprir o distanciamento social. A instituição, que é conhecida por oferecer estrutura de qualidade nas mais de 500 unidades da rede de ensino, investiu na educação a distância (EAD) e até as aulas de robótica migraram para salas virtuais.

Agora, além das redes sociais Whatsapp, Discord, Skype e Microsoft Teams, os estudantes do SESI vão contar com a plataforma de programação e simulação, Coder Z, para colocar os ensinamentos da robótica educacional em prática.

Finalista em grandes premiações como The Edtech Awards, SIIA CODiE Awards e The Tech Edvocate Awards, a plataforma utiliza metodologia STEAM (sigla em inglês que significa Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) e atividades gamificadas para incentivar a educação tecnológica e preparar jovens de todo o mundo para o futuro.

Para guiar os jovens e planejar as atividades, o SESI capacitou 296 professores, além da equipe técnica pedagógica, nos 27 estados do Brasil entre setembro e outubro. O objetivo é manter a plataforma disponível quando o ensino presencial retornar.

A plataforma pode ser acessada por todos os estudantes da instituição, desde que estejam matriculados nos anos finais do ensino fundamental (6º, 7º, 8º e 9 º ano) e no primeiro ano do ensino médio. A estimativa é de que até 90 mil estudantes utilizem a Coder Z.

Quem acessou, aprovou a plataforma

Na Bahia, a ferramenta já está em uso. Luis Henrique de Souza, professor de robótica educacional do SESI de Candeias, pontua que não elaborou atividades vinculadas as aulas por estarem no fim do ano letivo, mas tem planos para o próximo ano. "Na volta das aulas presenciais, a plataforma vai ser muito boa para passar atividades para casa e em sala porque trabalha toda a lógica de programação", explica.

Professor Luis ensinou os jovens a mexer na ferramenta e depois os deixou livres para conhecer o ambiente virtual

Outro ponto importante destacado pelo professor é a possibilidade de monitorar o nível de dificuldade dos alunos e, assim, poder dar o suporte necessário na aprendizagem. 


"Conseguimos acompanhar, por exemplo, quanto tempo aquele aluno demorou em uma missão e quantas vezes ele tentou realizar a mesma prova. Assim, podemos ver como está o aproveitamento do conteúdo, porque numa turma de 30 a 35 alunos é raro todos estarem sempre no mesmo nível”, conta Luis.


"Acharam fantástico. Dava para ouvir o sorriso na voz", completa ele sobre o que os alunos acharam. 

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