O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, participou nesta quinta-feira (23) do 1º Encontro de Alto Nível sobre Relações Econômicas Itália–Mercosul. A agenda foi em Roma, na Itália, organizada pela Confederação Geral da Indústria Italiana (Confindustria), em meio a expectativa da aplicação provisória do acordo Mercosul-União Europeia, prevista para 1º de maio.
Ricardo Alban discutiu, ao lado das lideranças do Conselho Industrial do Mercosul, formas de cooperação entre os países. Um dos acordos foi pela estruturação de um diálogo mais permanente entre os presidentes e as áreas internacionais. A intenção é criar uma agenda positiva onde se entenda novas maneiras de gerar negócio entre os países, principalmente, diante das novas regras do acordo Mercosul.
Colaboração na área da moda
Um segundo ponto tratado na reunião foi a ideia de acordo entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e a Confindustria para desenhar uma colaboração na área de moda.
Segundo as lideranças italianas, há grande interesse em consumir mais produtos do Brasil, como algodão, seda, inclusive, produtos acabados, com o objetivo de reduzir a dependência da Itália por produtos de outros países.
Uma das estratégias da CNI para conduzir o acordo será mapear onde estão localizados os grandes produtores de algodão e empresas da área têxtil para propor um desenho de uma agenda colaborativa, que resulte em programas de formação profissional, intercâmbio de professores e negócios com com empresas italianas na área da moda.
Além do presidente da CNI, a reunião na Itália teve a presença das demais lideranças do Conselho Industrial do Mercosul (CIM): o presidente da Câmara de Indústrias do Uruguai (CIU), Leonardo García; o presidente da União Industrial Argentina (UIA), Martín Rappallini; e o vice-presidente da União Industrial Paraguaia (UIP), Carlos Insfran Micossi.
Também participam o presidente da Confindustria, Emanuele Orsini; a vice-presidente de Exportações e Atração de Investimentos do país, Barbara Cimmino; e a vice-diretora da BusinessEurope, Luisa Santos.
Acordo vai beneficiar mais de 700 milhões de pessoas
Ao entrar em vigor em maio, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia vai compreender um mercado de mais de 712 milhões de pessoas e um produto interno bruto (PIB) de cerca de US$ 22,4 trilhões.
Na prática, o tratado prevê a eliminação de tarifas sobre cerca de 95% dos bens exportados para a UE, além de avanços em áreas como desenvolvimento sustentável, facilitação de comércio e propriedade intelectual.



