Projeto do SENAI de ímãs em terras raras é apresentado ao Conselho de Mineração da CNI

Centro de Inovação em Terras Raras, do Projeto MagBras, produzirá ligas e ímãs; presidente do Comin alerta que Brasil precisa agarrar oportunidade para consolidar potencial na área de mineração

Da esquerda para a direita, Cassiano Pereira, presidente da FIEPB e vice-presidente do Comin; Sandro Mabel, presidente do Comin; e Havila Oliveira, superintendente de Relacionamento com o Poder Executivo da CNI e secretário-executivo do Comin. Foto: Michelle Fioravanti / CNI

O Conselho Temático de Mineração (Comin) da Confederação Nacional da Indústria (CNI) se reuniu, na terça-feira (18), para debater a importância estratégica dos minerais críticos e das terras raras para o desenvolvimento do setor no Brasil. O presidente do conselho, Sandro Mabel, enfatizou que o país precisa elaborar um plano de exploração nacional para subsidiar e apoiar seu enorme potencial nesse crescente mercado.

“Chegou a hora de agarrarmos essa oportunidade de explorar os nossos minerais e consolidar essa indústria que tem muitas vantagens comparativas. Precisamos superar os obstáculos como questões regulatórias ou de preço, mas não podemos perder a chance de investir nessa indústria”, destacou Sandro Mabel.

Mantido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENA), o Projeto MagBras foi apresentado aos conselheiros de Mineração da CNI. Com investimento de R$ 73 milhões, o projeto busca consolidar uma cadeia produtiva nacional de ímãs permanentes à base de terras raras, essenciais para tecnologias de ponta e setores como energia limpa, mobilidade elétrica e defesa.

A iniciativa é fruto da articulação de entidades do Sistema Indústria, instituições científicas, fundações de apoio e indústrias nacionais - financiado com recursos do MOVER, implementado pelo MDIC - tem como objetivo estruturar uma cadeia produtiva nacional para a fabricação de ímãs permanentes à base de terras raras.

O Centro de Inovação em Terras Raras (CIT SENAI ITR) – sediado em Lagoa Santa (MG) – conta com a participação de instituições científicas, fundações de apoio e grandes empresas nacionais e multinacionais. Esse é o primeiro laboratório de ligas e ímãs de terras raras do Hemisfério Sul. 

“Temos uma infraestrutura completa e especializada para apoiar projetos de inovação e P&D voltados ao desenvolvimento de novos materiais e aprimoramento de materiais magnéticos em escala piloto e semi-industrial”, detalhou André Pimenta, coordenador do CIT SENAI ITR. “Brasil não pode correr o risco de perder a chance de ser um player alternativo à China nesse mercado”, completou.

Terras raras e minerais críticos

Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos essenciais para tecnologias modernas, enquanto minerais críticos incluem as terras raras e outros recursos como lítio, cobre e nióbio. Os chamados minerais de alta demanda global são elementos considerados vitais para setores estratégicos.

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