SENAI assina acordo de cooperação internacional com Panamá e Costa do Marfim

Os países da América Central e da África estão interessados em compartilhar o conhecimento em educação profissional aplicada pelo SENAI no Brasil
Rafael Lucchesi assina memorando de intenções para a Educação Profissional com o embaixador da Costa do Marfim, Sylvestre Aka

A experiência da educação profissional brasileira servirá de exemplo para outros países. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) assinou na manhã desta sexta-feira (6) dois documentos de cooperação internacional, um com a Costa do Marfim, outro com o Panamá. As parcerias foram firmadas durante a Olimpíada do Conhecimento, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília.

Com a Costa do Marfim, foi assinado um memorando de intenções. Durante esta semana, a delegação africana visitou escolas do SENAI de Minas Gerais como parte da missão de validação para a reestruturação da educação profissional do país. O projeto custará R$ 28 milhões e a contratação será realizada pelo Banco Mundial.

O SENAI está negociando o contrato com o governo da Costa do Marfim para que a instituição brasileira faça o diagnóstico da infraestrutura de três centros de formação profissional, reforma dos prédios, instalação de dez unidades móveis, consultorias legislativas em educação para desenvolver o modelo de governança, a estruturação de um portfólio de serviços para empresas, um modelo de financiamento da educação profissional, suporte para capacitação de gestores nas áreas automotiva, mecânica de manutenção, máquinas agrícolas e alimentos e bebidas.

INSPIRAÇÃO - Na análise do embaixador da Costa do Marfim no Brasil, Sylvestre AKA, o documento assinado coloca base para a cooperação na educação profissional entre os países. Ele observou que a Costa do Marfim é um país de economia preponderantemente agrícola e que o governo pretende transformar essa base econômica, com a introdução de produtos manufaturados. “Para isso, a gente precisa investir em educação básica e educação profissional. Por isso, queremos nos inspirar no que é feito no Brasil”, contou o embaixador. 

“Para nós do SENAI, a agenda de cooperação internacional é uma dimensão importante. Somos um país de desenvolvimento capitalista tardio e, na nossa história, a origem do SENAI também está ligada à cooperação internacional que ocorreu há 76 anos”, explicou o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi.

Representantes do SENAI assinam acordo com panamenhos

PANAMÁ - As entidades panamenhas Centro Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (Cides) e Instituto Nacional de Formação Profissional e Capacitação para o Desenvolvimento Humano (Inadeh) assinaram com o SENAI um contrato de prestação de serviços no valor de US$ 376.216 a serem distribuídos em três etapas. O SENAI vai realizar diagnósticos, fazer estudos e fornecer modelos de prospecção com corpo técnico capacitado e estudo piloto, bem como monitoramento do projeto realizado. 

De acordo com o diretor do Cides, Juan Moreno, o interesse do Panamá é o de replicar a experiência de educação profissional do SENAI no país da América Central. “Este acordo será de grande utilidade para o país no sentido que, até agora, não temos um instrumento que nos permita identificar a demanda de trabalho”, detalhou. “Vamos fazer um diagnóstico de qual a necessidade de mão-de-obra. Vamos começar os estudos pela região interoceânica, que é onde estão as atividades econômicas mais importantes por causa do Canal (do Panamá)”, complementou. 

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