O aprendizado não pode parar

Escolas do SESI e do SENAI de todo Brasil apresentam opções para que alunos e professores mantenham contato e o ensino não seja prejudicado
Os professores elaboraram atividades para fazer online e no caderno

Durante a pandemia da covid-19, escolas fecharam as portas em todo o país. Sem previsão de fim, além do isolamento, a quarentena trouxe dúvidas sobre como fica o ano letivo e quais alternativas professores e alunos têm para seguir com as aulas. Para diminuir o impacto na educação dos estudantes, escolas do Serviço Social da Indústria (SESI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) adotaram o ensino a distância (EAD).

No Mato Grosso do Sul, por exemplo, a unidade do SESI de Três Lagoas começou a enviar os materiais didáticos para os jovens na última segunda-feira (23). Para evitar horas excessivas no computador ou no smartphone, as atividades foram planejadas para que parte seja online e a outra parte seja registrada no papel.

“Sabendo do cenário que estamos vivendo e respeitando a quarentena, não parei de realizar as atividades escolares. Entretanto, elas estão sendo realizadas em casa dentro do cronograma enviado via e-mail pelos meus professores. É importante sabermos que não estamos de férias, mas estudando em casa”, explica o aluno Gabriel Leite Batista, do 9º ano do Ensino Fundamental.

O trabalho de Gabriel volta para os professores pelo Portal do Aluno, onde também fica a agenda de atividades. As tarefas feitas no papel podem ser fotografadas, filmadas ou digitalizadas e seguem por e-mail para o professor corrigir. 

“Foi disponibilizado o e-mail corporativo dos professores para tirar dúvidas dos alunos em relação aos conteúdos e também para receber os arquivos de trabalhos propostos”, pontua a diretora da escola SESI Três Lagoas, Zuleica Alves Guimarães, sobre o apoio dos docentes.

Ela explica que, além dos endereços de links para estudos e pesquisas, os alunos têm à disposição as plataformas digitais Guten, Aprenda Mais, Geekie Lab e o Portal do SESI.

Os cursos técnicos também adaptaram suas aulas para a modalidade EaD

A tecnologia é uma aliada

Lançando em 2014, o sistema Google Sala de Aula (Classroom) é outra ferramenta que os docentes do Sistema Indústria implementaram para driblar os problemas causados pela pandemia.

No Paraná, o professor Daniel Rodrigo Henrique, do SENAI de Rio Negro, gravou um vídeo explicando a ferramenta e contando como está passando o conteúdo programado para os estudantes pela internet. Mas ele não foi o único. O estudante Jonathan Henrique Sabatke, que está no terceiro ano do ensino médio e no curso técnico de Desenvolvimento de Sistemas, também aprovou o uso da tecnologia. Confira!

Treinando o raciocínio lógico

Já no Rio de Janeiro, a novidade é a plataforma MangaHigh - com jogos de Matemática -, que estará disponível gratuitamente para crianças e jovens, de 6 a 17 anos, dos ensinos fundamental e médio.

As mais de 700 atividades estarão liberadas pelos próximos 60 dias para auxiliar os estudantes a desenvolverem o raciocínio lógico-matemático e o pensamento computacional.

"Ao encarar desafios e game nesta plataforma inovadora, o aluno desenvolve o raciocínio lógico-matemático, estudando de forma criativa e, sobretudo, divertida", explica o gerente de Educação Básica do SESI do Rio de Janeiro, Giovanni Lima.

O incentivo dos familiares também conta

Após alguns dias de estudos a distância, pais e familiares perceberam que, mesmo de longe, os estudantes continuam compromissados com a escola. “A minha filha Nathália Gomes está ouvindo a vídeo aula da professora Eliane Colen e está sendo muito legal vê-la interagindo. Ela pausa, volta o vídeo e adianta para assimilar tudo direitinho”, reforçou Elisandra Gomes dos Santos. Nathália está no 1º ano do ensino fundamental no SESI de Três Lagoas.

"Ela pausa, volta o vídeo e adianta para assimilar tudo direitinho”, explica a mãe da estudante Nathália Gomes

“Os professores tiveram a preocupação de fazer os estudantes continuarem seus planos de aula normalmente em suas próprias casas com direito a dúvidas. Na minha opinião esse método foi excelente apesar de ser uma rotina mais puxada, todos eles ainda exercem o trabalho da sala de aula, com uma maior comodidade e foco”, disse Nilson Costacurta, que é pai do aluno João Alberto, da 3ª série do ensino médio da escola SESI de Dourados. 

A Indústria contra o coronavírus: vamos juntos superar essa crise

Acompanhe todas as notícias sobre as ações da indústria no combate ao coronavírus na página especial da Agência CNI de Notícias.

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