Lagartixas e botas com baterias. Jovens de Manaus e Parintins têm projetos inovadores no Festival SESI de Robótica

Ao todo, quatro equipes do Amazonas participam da competição neste fim de semana, no Rio de Janeiro. Os melhores times garantem vagas em disputas internacionais
Team Prodixy desenvolveu o projeto “Space Boots”

Desenvolver soluções inovadoras para sobrevivência e realização de missões no espaço é uma das tarefas dos 30 estudantes do Amazonas no Festival SESI de Robótica, entre esta sexta (15) e domingo (17), no Pier Mauá, no Rio de Janeiro (RJ).

Os alunos integram as equipes Black and White, Lego Master e Team Prodixy, que participam do Torneio SESI de Robótica First Lego League (FLL).

A competição é voltada para crianças e jovens de 9 a 16 anos para estimular a criatividade e raciocínio lógico sobre questões relacionadas à temática da temporada 2018/2019 Into Orbit (Em órbita), soluções inovadoras para problemas físicos ou sociais enfrentados durante viagens de exploração espacial.

Após a classificação na etapa regional, a equipe aprimorou os projetos para o nacional, segundo o instrutor Estevão Miranda, também avaliador da Team Prodixy.

Formada por oito alunos do 5º ao 9º ano, da Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa, no São José, a Team Prodixy desenvolveu o projeto “Space Boots”, de botas espaciais que permitem reduzir os problemas do astronauta com a microgravidade do espaço e, com isso, dar mais segurança em órbita, permitindo um desempenho similar ao do andar na Terra.

“A bota vai ser controlada por microarduino. Ela funciona por bateria que pode ser trocada ou recarregada a um custo bem pequeno. Para o nacional, nós aprimoramos essa bota para a versão 2.0. Criamos um novo protótipo que tem melhorias em algumas peças, profissionalizando mais o projeto em si”, relatou o instrutor Estevão Miranda.

Equipe Black and White desenvolveu roupa com sensores em tempo real que medem temperatura e batimentos cardíacos dos astronautas

As outras duas equipes que estão no Rio de Janeiro, a Black and White, da Escola SESI Dr. Francisco Garcia, no Distrito Industrial de Manaus, e Lego Master, da Escola SESI Padre Francisco Luppino, no município de  Parintins, desenvolveram seus projetos com foco na qualidade de vida dos astronautas.

A aposta da Black and White foi trabalhar uma roupa que fizesse o monitoramento físico e mental do astronauta. A vestimenta traz sensores em tempo real e mede temperatura e batimentos cardíacos.

“Pesquisamos sobre as maiores dificuldades que os astronautas enfrentam no espaço, como perda óssea e estresse, então decidimos desenvolver uma roupa que ajudasse na saúde desse profissional enviando em tempo real dados para uma equipe médica na Terra”, explicou a aluna da equipe Black and White, Maria Luísa Souza,10 anos.

Equipe Lego Master, da Escola SESI de Parintins, apresenta protótipos de luvas e botas com propriedades adesivas.

Inspirado na aderência das patas da lagartixa, o projeto da equipe Lego Master, da Escola SESI de Parintins, traz a tecnologia dos nanotubos de carbono para auxiliar nas atividades físicas dos astronautas. A equipe apresenta protótipos dos acessórios (luvas e botas) que apresentam propriedades adesivas.

“As patas das lagartixas têm um alto poder de aderência às paredes e a equipe procurou alguma tecnologia que se assemelhasse a esse mecanismo, o que levou aos nanotubos de carbono que, por sua vez, se parecem com os minúsculos pelos das patas da lagartixa, porém com adesividade dez vezes maior”, contou o técnico da equipe Lego Master, Helyssandro Tavares.

A ideia apresentada pela equipe de oito alunos é utilizar essa aderência nas botas e luvas dos astronautas, o que ajudaria na prática de exercícios sem a necessidade do astronauta estar preso a máquinas de musculação, como habitualmente é feito no espaço.

Equipe Prodixy 2 participa do First Tech Challenge (FTC)

Desafio tecnológico - O SESI traz para o Brasil, em 2019, uma competição que mistura ciência, tecnologia, engenharia e matemática para jovens de 12 a 18 anos, a First Tech Challenge (FTC). Para participar desse desafio tecnológico piloto, foram selecionadas, em todo o Brasil, 16 equipes, uma delas do SESI Amazonas, a Team Prodixy 2, da Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa.

"A competição é uma continuação da FLL. São trabalhadas três áreas que serão avaliadas dentro de um grande ‘diário de bordo’ chamado Caderno de Engenharia. Essa é a parte principal da competição, onde se tem o registro de todas as ações realizadas pela equipe nas áreas de engenharia, impactos sociais e empreendedorismo”, explicou o técnico da equipe Team Prodixy 2, Glauco Soprano.

Na FTC, os alunos desenvolvem áreas na competição, segundo Soprano, que apesar de mais técnicas permitem ao estudante ter contato com assuntos ainda não tão explorados no ensino regular, como a criação de um plano de negócio, planejamento financeiro e marketing.

“Por ser bem mais técnico exige desses alunos mais maturidade para lidar com responsabilidades e ações sociais voltadas ao compartilhamento do conhecimento com outros jovens. A ideia nesse primeiro ano de participação é desenvolver o projeto básico com esses alunos, não esquecendo o lado proveitoso para eles”, ressaltou Soprano.

REDES SOCIAIS - Acompanhe a cobertura completa do Festival aqui na Agência CNI de Notícias e nos perfis do Torneio no Instagram e Facebook. Todas as fotos serão publicadas no Flickr da CNI.

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