IEL encerra jornada internacional com executivas em Lisboa

A 1º edição do Programa Liderança Feminina Global trouxe ferramentas para compreender tendências, antecipar movimentos e ampliar a capacidade de tomada de decisão

Fotos: Diogo Pires/ IEL

O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) encerra nesta sexta-feira (25) a primeira edição do Programa Liderança Feminina Global de educação executiva, após cinco dias voltados ao desenvolvimento de competências, à ampliação da capacidade de influência e à preparação de executivas brasileiras para os desafios contemporâneos da indústria. 

Realizado em parceria com a Nova School of Business & Economics (Nova SBE) e desenhado em conjunto com o Fórum Nacional da Mulher Empresária (FNME), a jornada integra o Programa de Liderança Feminina na Indústria (LiderA) oferecida pela Academia de Líderes IEL.  

Para a diretora de Governança Interna e Externa da CNI, Danusa Lima, fortalecer a liderança feminina é uma agenda estratégica para a competitividade da indústria. 

"O Programa Liderança Feminina Global amplia o acesso das mulheres à formação, às conexões e às experiências que contribuem para sua ascensão profissional. Mais do que desenvolver competências, a iniciativa fortalece redes e cria condições para que elas ampliem sua influência e contribuam para uma indústria cada vez mais diversa, inovadora e competitiva", completa Danusa. 

Já para Sarah Saldanha, superintendente nacional do IEL, o compromisso dessa jornada é que ela vá além de Lisboa e possa se traduzir em novas práticas, oportunidades e resultados nas organizações brasileiras. "O nosso objetivo é mostrar para essas mulheres que o acesso a conhecimento, experiências e conexões contribui para enfrentar desafios complexos e liderar transformações", destaca. 

O programa contou com o eixo Visão Estratégica, que abordou o contexto global e as principais forças de mudança, em discussões conduzidas pelo professor António Alvarenga. As executivas também participaram de um bate-papo sobre foresight e cenários com a EDP, maior empresa portuguesa de energia, que tem o compromisso de alcançar a neutralidade de carbono até 2030 e operar com geração elétrica 100% renovável na Europa. 

A programação foi seguida de uma visita técnica à empresa. As atividades trouxeram ferramentas para compreender tendências, antecipar movimentos e ampliar a capacidade de tomada de decisão diante de ambientes cada vez mais complexos. 

A agenda avançou para os desafios de transformação e mudança. A professora Marta Pimentel conduziu a sessão sobre liderança da transformação, seguida de uma visita ao campus da Nova SBE. O dia também contou com o bate-papo Lideranças Femininas na Transformação, com Ana Rodrigo Gonçalves, da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), que apresentou o programa Promova, voltado para iniciativas de liderança feminina nas indústrias de Portugal. A programação incluiu ainda a aula Liderando com Impacto, conduzida por Nina Policastro. 

A experiência proporcionou momentos de reflexão sobre o papel que cada participante ocupa em suas organizações. Para Márcia Carestiato Sancho, empresária do setor gráfico, a autoanálise foi um dos principais aprendizados da jornada. 

“É uma oportunidade de autoconhecimento, de você se conhecer, de saber da sua capacidade de criar essa liderança e de levar para dentro dos setores, dentro do seu meio, nas suas decisões. Tudo que estamos ouvindo reforça essa questão do autoconhecimento, de poder realmente levar o melhor para onde você está liderando”, destaca.

21 a 25 09 26 - Programa Liderança Feminina Global / IEL

Liderança que conecta conhecimento, propósito e impacto 

A conexão entre conhecimento e realidade social também esteve presente na agenda. As executivas visitaram o Café Joyeux, em Cascais, primeira unidade da rede em Portugal. A organização forma e emprega jovens adultos com dificuldades intelectuais e do desenvolvimento, criando oportunidades de inclusão por meio do trabalho. A experiência aproximou, na prática, os conceitos de liderança inclusiva, propósito e impacto social trabalhados durante o programa. 

Para Eunice Habibe, empresária do setor têxtil, a combinação entre conteúdo acadêmico e atividades práticas foi um dos diferenciais da experiência. “Estou tendo uma grata surpresa de ter um programa muito rico em partes práticas e teóricas, que, com certeza, vai transformar não só a minha jornada, como a de todas as mulheres que vão conviver nesse programa”, afirma. 

A visita à MEO também aproximou as participantes de um exemplo concreto de liderança feminina no topo de um setor tradicionalmente masculino. A empresa é a marca de telecomunicações da Altice Portugal e é liderada por Ana Figueiredo. Para Diana Castro, presidente do Fórum Nacional dos Jovens Líderes Industriais da CNI, a oportunidade de experimentar, na prática, os conceitos apresentados em sala ampliou o aprendizado. 

“Além do aprendizado teórico, temos muita oportunidade de trocar experiências e aprender na prática. Então, podemos experimentar como adicionar isso à nossa liderança”, explica Diana. 

Ainda na quinta-feira (24), as executivas participaram de uma simulação prática baseada em um caso real de reunião de conselho, conduzida pelo professor Duarte Júlio Pitta Ferraz. 

A programação de encerramento, nesta sexta-feira (25), é dedicada ao tema diversidade e legado, com a aula “Diversidade, Equidade e Inclusão em Tempos de IA”, conduzida por João Tavares. As participantes também concluem a construção de seus planos de ação e participam da entrega dos certificados. 

Para Beatriz Guimarães, presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura e conselheira nacional do FNME da CNI, a experiência trouxe uma perspectiva diferente sobre os desafios atuais da liderança, que ela caracterizou como disruptiva. 

"Esse programa traz um olhar sobre a liderança e sobre como se preparar para enfrentar os desafios dos negócios nos dias de hoje, com foco na mulher como centro de decisão e de alavancagem das empresas no Brasil”, afirma. 

Mais do que uma formação concentrada em cinco dias, a proposta prevê continuidade após a jornada internacional. Nos 60 dias seguintes ao programa, as executivas terão acompanhamento individualizado, com três sessões de mentoria on-line. A etapa busca apoiar a aplicação dos conhecimentos desenvolvidos em Lisboa e transformar os aprendizados em ações concretas no ambiente profissional. 

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