O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) participou, no último sábado (19), do Inova Amazônia Summit 2026, principal encontro de bioeconomia, inovação e empreendedorismo da Amazônia Legal. Representando o IEL Nacional, o superintendente do IEL Rondônia, Silvio Leite, integrou o painel Parcerias que geram futuros: inovação, startups da bioeconomia e codesenvolvimento, que reuniu especialistas para discutir caminhos para transformar o conhecimento produzido na região em negócios sustentáveis e soluções de maior valor agregado.
O encontro reuniu representantes do setor produtivo, instituições de pesquisa, startups e organizações de apoio ao empreendedorismo. Também participaram do debate o diretor executivo de Economia Verde da Certi, Rafael Kamke; a pesquisadora Daniella de Pádua; e o coordenador do Sebrae, Gabriel Barros.
Para Silvio Leite, a inovação tem papel estratégico na construção de uma economia baseada no uso sustentável dos recursos da região e na geração de oportunidades para empresas e comunidades.
“Discutir inovação a partir da realidade amazônica foi uma experiência muito importante para o IEL. A região reúne conhecimento, biodiversidade e talentos com enorme potencial, e o desafio é aproximar esses ativos do mercado por meio de parcerias, pesquisa aplicada e novos modelos de negócios que gerem valor para as empresas e para as comunidades locais”, destacou Silvio.
Durante o painel, os participantes debateram formas de levar o conhecimento científico produzido na Amazônia ao mercado. A pesquisa foi apresentada como um dos principais ativos para atrair investimentos, estimular a transferência de tecnologia e ampliar a atuação de startups voltadas à bioeconomia.
O debate também destacou a importância de fortalecer as cadeias da sociobiodiversidade e de integrar diferentes atores do ecossistema para ampliar o acesso de cooperativas e comunidades extrativistas a mercados, crédito, capacitação e novas tecnologias.
Outro ponto abordado foi a necessidade de agregar valor aos recursos da floresta. Exemplos como óleos vegetais e breu-branco, utilizados em diferentes cadeias produtivas, ilustraram o potencial da pesquisa e da inovação para desenvolver produtos de maior valor, com geração de renda e conservação do bioma.
“Precisamos aproximar quem produz conhecimento de quem empreende, investe e desenvolve soluções. O IEL tem justamente esse papel de conectar talentos, empresas e inovação, contribuindo para que o conhecimento se transforme em competitividade e desenvolvimento”, afirmou Silvio Leite.



