Em missão à China, SENAI amplia conexões internacionais para impulsionar a inovação industrial

Delegação fortaleceu relações com o ecossistema chinês de pesquisa e inovação e identificou possibilidades de cooperação em tecnologias estratégicas para a indústria brasileira

Foto: Divulgação/SENAI

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) realizou uma missão técnica à China voltada à ampliação da cooperação internacional em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), com foco na transição energética e na economia de baixo carbono. Ao longo das duas semanas de programação, entre 18 e 31 de outubro, uma delegação de 11 representantes do SENAI visitou universidades, centros de pesquisa, empresas e ambientes de inovação em Beijing, Hangzhou, Suzhou e Shanghai. 

A iniciativa teve como objetivo identificar oportunidades de colaboração científica e tecnológica, aproximar competências brasileiras e chinesas e prospectar projetos conjuntos capazes de contribuir para os desafios da indústria nacional. Entre os temas prioritários estiveram armazenamento de energia, inteligência artificial, biotecnologia, materiais avançados e manufatura inteligente, além de transição energética e descarbonização. 

A missão integra a estratégia de internacionalização da Rede SENAI de Institutos de Inovação (ISIs), que busca ampliar conexões com organizações internacionais de pesquisa aplicada, fortalecer capacidades tecnológicas e desenvolver modelos de cooperação capazes de transformar conhecimento científico em inovação industrial. 

Conexão e cooperação 

A programação na China priorizou áreas consideradas fundamentais para a transformação dos sistemas produtivos e energéticos e contou com uma delegação formada por especialistas de diferentes Institutos SENAI de Inovação. Os representantes puderam conhecer infraestruturas científicas e tecnológicas, compartilhar experiências e discutir colaborações em pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico, testes e validação de soluções. 

A agenda incluiu interações com instituições chinesas como a Tsinghua University, a Zhejiang University, a Shanghai Jiao Tong University e a Chinese Academy of Sciences. As oportunidades serviram para abordar áreas como combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), biologia sintética, biorrefino, armazenamento de energia, sistemas elétricos inteligentes, inteligência artificial, robótica e materiais avançados. 

Os encontros permitiram apresentar as competências tecnológicas dos ISIs e identificar possibilidades de colaboração entre pesquisadores dos dois países. Além do intercâmbio científico, a missão buscou aproximar o SENAI de empresas chinesas, parques tecnológicos e outros agentes do ecossistema de inovação. A perspectiva é identificar parceiros industriais interessados em participar do desenvolvimento de soluções tecnológicas e, eventualmente, cofinanciar projetos de pesquisa e inovação em conjunto com os institutos brasileiros. 

Um dos resultados alcançados foi a construção de uma carteira de possibilidades de interlocução científica e tecnológica, com identificação de temas de interesse comum e encaminhamentos para continuidade das discussões. As perspectivas incluem projetos conjuntos de PD&I, intercâmbio técnico-científico, desenvolvimento de soluções tecnológicas e aproximação entre instituições de pesquisa e o setor industrial. 

A expectativa do SENAI é dar continuidade às articulações para aprofundar as convergências identificadas, avaliar a viabilidade técnica das propostas e definir possíveis modelos de cooperação. A próxima etapa envolverá o alinhamento entre equipes de pesquisa, definição de escopos de trabalho e avaliação de instrumentos e fontes de financiamento adequados a cada iniciativa. 

Internacionalização como instrumento de competitividade industrial 

A missão à China reforça o papel da cooperação internacional na ampliação das capacidades de pesquisa aplicada e inovação da indústria brasileira. Por meio da articulação entre os ISIs e organizações internacionais, o SENAI busca facilitar o acesso a conhecimentos e tecnologias, promover o desenvolvimento de competências e apoiar a transformação de resultados científicos em aplicações industriais. 

A aproximação com o ecossistema chinês representa mais uma etapa desse processo, com perspectivas de colaboração em áreas tecnológicas relevantes para a competitividade e a sustentabilidade da indústria brasileira. O trabalho terá continuidade por meio da articulação entre pesquisadores, instituições e parceiros do ecossistema de inovação, com foco na construção de projetos colaborativos e na geração de resultados tecnológicos para a indústria. 

Exemplo internacional 

A dimensão da missão reflete a capacidade tecnológica construída pela Rede SENAI de Institutos de Inovação no Brasil. Atualmente, a rede reúne 26 ISIs, e conta com mais de 1,7 mil colaboradores dedicados à pesquisa. Ao longo da trajetória, já foram desenvolvidos mais de 3,6 mil projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de mais de 1,4 mil empresas de distintos portes e setores atendidos e mais de R$ 3,5 bilhões em recursos mobilizados. 

A estrutura também mantém uma ampla articulação com instituições de fomento e regulação. Do total de institutos, 19 acessam recursos da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), 25 são credenciados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e 17 pelo Comitê da Área de Tecnologia da Informação (CATI), no âmbito da Lei de Informática.

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