Ex-competidor do Torneio de Robótica faz doutorado em neurociência e sonha com carreira universitária

Após concluir a graduação em engenharia biomédica e mestrado em neurociência, Lucas Remoaldo Trambaiolli acaba de iniciar o doutorado também em neurociência na Universidade Federal do ABC
Lucas vai participar da etapa nacional, em Brasília, entre os dias 13 e 15 de março

Lucas Remoaldo Trambaiolli tem muita experiência em torneios de robótica. Aos 14 anos, ele participou da primeira edição promovida pelo FIRST LEGO League no Brasil, em 2004, e também no ano seguinte. Em 2007 e em 2008, trabalhou como juiz e, na atual temporada, mais uma vez atua como juiz de arena na competição promovida pelo SESI.

Hoje aos 25 anos, após concluir a graduação em engenharia biomédica e mestrado em neurociência, acaba de iniciar o doutorado em neurociência na Universidade Federal do ABC, em São Paulo. Em 2016, viajará para o Reino Unido, onde fará o restante do curso, no chamado curso "sanduíche". Ele pretende ser professor universitário em uma área carente de especialistas no Brasil. A Agência CNI de Notícias conversou com o estudante durante a etapa regional do Torneio de Robótica FLL, realizada em São Caetano do Sul (SP), nos dias 13 e 14 de dezembro. Ele falou sobre as experiências com o torneio. Confira:

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS - Como era sua visão sobre robótica antes de começar a participar da competição?

Lucas Trambaiolli – Eu só enxergava duas coisas: ficção científica ou chão de fábrica. Achava que era aquele braço robótico que constrói o carro, por exemplo. Mas com o FLL mostrando temáticas para a gente resolver problemas aplicando a robótica, percebi que seguir a área tecnológica seria uma possibilidade para ajudar as pessoas. Em uma das edições das quais participei, tínhamos que trabalhar soluções tecnológicas para portadores de necessidades especiais. Foi por isso que segui na área de engenharia biomédica e, agora, em neurociência. Hoje sei que a tecnologia pode ajudar as pessoas.

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS - Você disse que quer ser professor universitário. Mas antes, era muito tímido. De que forma a robótica o ajudou a lidar com o nervosismo?

Lucas Trambaiolli - O FLL abriu muitas portas em minha vida, me proporcionando um treinamento prévio para essa parte da minha carreira e, claro, para o caminho que quero seguir. Foi no torneio que comecei a pensar na tecnologia para resolver os problemas das pessoas, a fazer isso dentro de uma equipe e conseguir apresentar os resultados disso. O treinamento para a gente manter o controle durante uma apresentação e na realização de um novo desafio. Tudo isso me deu segurança para evoluir construindo novas etapas e apresentando trabalhos a nível regional, nacional e internacional. Antes eu era muito tímido e lembro que, na primeira edição do torneio, até desmaiei por conta do nervosismo. Hoje em dia eu sei que é só respirar, ir lá e falar. Ninguém ali é seu inimigo, o FLL mostrou bem isso. As pessoas estão ali para ouvir o que você tem a dizer e para contribuir com esse processo.

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS - Além do desafio do robô na arena, os competidores precisam estudar muito quando participam da competição. Há espaço para se divertir?

Lucas Trambaiolli - O torneio é, acima de tudo, uma coisa extremamente divertida. Você brinca com seus amigos, com as pessoas das outras equipes, com os juízes, é uma festa. Aqui não há inimigos. São colegas, amigos e companheiros que estão na arena do lado torcendo por você, todos querem ajudar todo mundo, é uma coisa fabulosa. Todo mundo faz parte de um time só, é o time FLL.

MULTIMÍDIA - Acompanhe as novidades do Torneio de Robótica FLL pela página do Torneio no Facebook e também no Instagram.Todas as fotos da etapa regional de São Caetano do Sul estão no perfil da CNI no Flickr.
 

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