Acordo entre Mercosul e países do EFTA é passo importante para a abertura comercial do Brasil, afirma CNI

Brasil possui oportunidades em 541 grupos de produtos para exportação ao bloco europeu, em especial para a Suíça. Mais de 60% das exportações brasileiras para a economia deste mercado enfrentam tarifas
Negociadores-chefes dos dois blocos reunidos em Buenos Aires, na Argentina, onde ocorreu a conclusão do acordo

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera o acordo político entre o Mercosul e os países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) um passo importante na estratégia de abertura comercial do Brasil e na maior inserção internacional da indústria. O EFTA é um bloco econômico europeu formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, países que não fazem parte da União Europeia.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, o EFTA tem economias importantes, que, juntas, importam cerca de US$ 400 bilhões. Esse valor é superior às importações do Mercosul. “O acordo deve abrir o mercado para produtos importantes do Brasil, que atualmente enfrentam tarifas, como alumínio, laminados de ferro, produtos químicos, autopeças, além de aumentar cotas para os produtos agrícolas como carne”, diz.

Diretor da CNI, Carlos Abijaodi, diz que estratégia de abertura comercial via acordos deve continuar

O diretor da CNI afirma que é importante manter abertura por meio de acordos comerciais. “Assim o Brasil consegue abrir o mercado com previsilibidade, sem ser de forma abrupta e gera ganhos de exportação e mais acesso para os produtos brasileiros”, afirma Abijaodi.

Atualmente, as exportações brasileiras para os países do EFTA estão no menor nível da última década. Em 2014, o Brasil chegou a vender US$ 3,3 bilhões de dólares. Este valor caiu para US$ 1,8 bilhão em 2018. A expectativa é de que o acordo possa reverter esse cenário. Os principais produtos com oportunidades são: carnes bovinas, preparações alimentícias, óleos de soja, autopeças, papel e cartão.

SERVIÇOS – No acordo entre os dois blocos, há um grande espaço no comércio de serviços. Os países da EFTA são o terceiro maior parceiro do Brasil em serviços, atrás apenas dos Estados Unidos e da União Europeia. Entre as oportunidades estão os setores de arrendamentos e serviços de transporte marítimo.

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