Representantes empresariais debatem oportunidades de negócios da Agenda do Clima

Encontro foi realizado na quarta-feira (21), em Salvador, durante a Climate Week, evento preparatório à 25ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas, que ocorre em dezembro, no Chile
"A pauta climática está na estratégia da indústria" - Davi Bomtempo, da CNI

A indústria faz a sua parte e pode explorar novas oportunidades de negócios contribuindo com o processo de transição para uma economia de baixo carbono. Esse foi o consenso entre os participantes do evento de representantes empresariais que ocorreu na última quarta-feira (21), durante a Climate Week, em Salvador.

O gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Davi Bomtempo, destacou que a pauta climática está presente na estratégia industrial. Segundo ele, a CNI trabalha para sensibilizar empresas e contribuir na construção de políticas públicas nas linhas prioritárias de mitigação e adaptação à mudança climática e precificação de carbono para implementação  da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil.

“Nessa questão, sabemos da importância da resiliência para a atividade produtiva e buscamos ver como isso é tratado em outros países para embasar o diálogo com governo e sociedade no Brasil”, destacou. “Na análise, consideramos a forma como governos têm apoiado a produção sustentável, por meio de políticas públicas, e como o consumidor está se inserindo nesse novo modelo”, explicou Bomtempo.

"O Brasil tem uma indústria muito eficiente. As emissões dos processos industriais, em 2015, foram da ordem de 7%" - Adriano Oliveira, do MMA

ACORDO DE PARIS - De acordo com Adriano Oliveira, diretor do Departamento de Economia Ambiental e Acordos Internacionais do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o governo brasileiro está comprometido a cumprir as metas da NDC brasileira, que prevê 37% de redução de emissões de CO2, até 2025, e de 43% até 2030. Segundo ele, a indústria tem um papel fundamental na diminuição da emissão de gases de efeito estufa e precisa ter segurança jurídica e contar com mecanismos que consigam alavancar incentivos.

“O Brasil tem uma indústria muito eficiente. As emissões dos processos industriais, em 2015, foram da ordem de 7%”, afirmou Oliveira. “Agora precisamos trabalhar para contribuir para alavancar iniciativas, como o Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável no âmbito do Acordo de Paris, mecanismos que contribuam com a produção industrial de baixo carbono.”

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