Câmara de Comércio Internacional lança Comissão de Energia e Meio Ambiente

A presidente-executiva da Indústria Brasileira de Árvores, Elizabeth de Carvalhaes, assumiu a presidência da nova comissão nesta quinta-feira (27), no escritório da CNI em São Paulo
Essa é a quarta comissão da ICC Brasil, que já conta com as comissões de Arbitragem, de Direito e Prática Comercial e de Propriedade Intelectual

Ampliar a presença de empresas brasileiras em fóruns multilaterais de negociações sobre clima, energia e biodiversidade é o principal desafio da Comissão de Energia e Meio Ambiente, lançada pela a Câmara de Comércio Internacional (ICC, na sigla em inglês), no escritório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo, nesta quinta-feira (27).  A comissão, liderada pela presidente-executiva da Indústria Brasileira de Árvores, Elizabeth de Carvalhaes, reforçará a representação internacional do setor empresarial na questão ambiental. A Câmara de Comércio Internacional ganhou sede no Brasil há dois anos por meio de parceria com a CNI.

Com o objetivo de implementar o plano estratégico internacional da ICC, o início das operações da comissão no país pretende alavancar a participação brasileira nas forças-tarefas globais da Câmara voltadas para temas como economia verde, precificação de carbono e mecanismos de mercado, clima e comércio, energia, sustentabilidade corporativa e água. Para Elizabeth, a ICC Brasil é uma importante plataforma do setor empresarial e é fundamental inserir a Ibá na construção e fomento da agenda de clima, meio ambiente, energia e biodiversidade. “Trata-se de uma importante iniciativa que contribuirá para o desenvolvimento sustentável do país”, destacou a executiva.

Essa é a quarta comissão da ICC Brasil, que já conta com as comissões de Arbitragem, de Direito e Prática Comercial e de Propriedade Intelectual. A expectativa do ICC é que o Brasil lidere as discussões sobre biodiversidade, pela vocação natural do país e pelo potencial de negócios nessa área.

No lançamento, a ICC apresentou a Carta Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, que deverá ser um conjunto orientador de princípios para empresas estabelecerem sistemas de gestão ambiental e de pessoas. Entre os princípios estabelecidos no documento estão o desenvolvimento sustentável como prioridade empresarial, gestão e responsabilidade ambiental e social e produtos e serviços benéficos aos clientes e que minimizem impactos ambientais e sociais.

SOBRE A ICC – Com mais de um século de atividade, a ICC - também conhecida como Organização Mundial das Empresas –, conquistou o status de membro observador da Assembleia Geral das Nações Unidas. A Câmara atua como a voz do setor empresarial perante organizações internacionais ou governos e defende o comércio internacional como alavanca para o crescimento econômico e a promoção da autorregulação do setor empresarial. Nos últimos anos, a organização foi escolhida pela ONU como porta-voz do setor empresarial na Conferência do Clima em Paris (COP-21), além de atuar como protagonista na COP-22 e na Conferência da Biodiversidade (COP-13). No Brasil, país em que possui 130 empresas associadas, a ICC teve o seu terceiro escritório instalado fora da sede, localizada em Paris.

Conforme o presidente do Conselho da ICC Brasil e vice-presidente do Conselho da Suzano Papel e Celulose, Daniel Feffer, a participação da ICC na Organização das Nações Unidas (ONU) é um passo importante para a comunidade empresarial global. “Nossa aproximação com a ONU reforça os modelos inclusivos de cooperação entre organizações de todo o mundo, além de abrir um canal direto para a representação das empresas-membros da ICC nas conferências internacionais. Com essa nova Comissão no Brasil, reforçaremos a influência das entidades brasileiras nas negociações globais relacionadas a meio ambiente, clima e sustentabilidade”, complementa.

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