O SESI Lab inaugura neste sábado (6) a exposição Palavras que Voam: Acervo Aurélio Buarque de Holanda. Produzida originalmente pela Casa Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), a mostra é dedicada à celebração dos 50 anos do Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa.
No dia 6, o museu convida toda a comunidade para um evento de abertura gratuito, a partir de 10h.
Esta é a primeira vez que a mostra sai da Casa Firjan, que, desde 2018, é responsável pela guarda do acervo do dicionarista, marcando um momento especial para Brasília. A exposição fica em cartaz no SESI Lab até 30 de março de 2026.
“É uma alegria enorme trazer à capital federal a mostra que celebra não apenas um livro, mas uma obra cultural que moldou a forma como o Brasil enxerga sua língua”, afirma Claudia Ramalho, superintendente de Cultura do SESI. “Queremos que o visitante saia com a sensação de que as palavras voam e transportam saberes, memórias e futuros.”
A mostra ocupará o novo espaço multiuso do SESI Lab, onde anteriormente ficava a loja do museu, agora adaptado para exposições e outras atividades. O público poderá conhecer a trajetória de Aurélio Buarque de Holanda, os originais do seu acervo, os bastidores da publicação de um dicionário nacional de larga tiragem e refletir sobre os desafios da língua portuguesa em tempos de revolução digital e inteligência artificial.
"Mais do que uma homenagem, a exposição é um convite à imersão no universo intelectual de Aurélio, cuja trajetória cruzou as artes, o jornalismo, a crítica literária, a educação e, claro, a lexicografia. A exposição revela a constante renovação da linguagem e sua busca por expressar o espírito de sua época. Trata-se de um diálogo sobre mudança, um dos temas centrais explorados pela Casa Firjan sob a ótica de futuros, o que muito nos motivou nessa mostra proprietária, sucesso de crítica e público no Rio", destaca Cristiane Alves, gerente geral de Desenvolvimento e Inovação Empresarial da Firjan.
Uma vida dedicada às palavras
“Fazer dicionários é como caçar borboletas. As palavras voam, e precisamos caçá-las no ar.” Assim definia Aurélio Buarque de Holanda a própria profissão. Esta e outras declarações do famoso lexicógrafo preenchem a exposição Palavras que Voam (“Tudo é poesia no dicionário. Ao lado da dureza das palavras, fica sempre o lado poético”).
A exposição é dividida em quatro núcleos que revelam diferentes facetas do trabalho e do legado de Aurélio. Em Linha do Tempo, os visitantes acompanham os marcos da vida do autor e a evolução de sua obra, que marcou a indústria gráfica brasileira pelas grandes tiragens. O núcleo O Dicionário, como o próprio nome diz, destaca o processo de construção do mais conhecido dicionário da língua portuguesa falada no Brasil, abordando sua metodologia e edições.
Já Acervo apresenta anotações pessoais, dedicatórias de intelectuais e exemplares de livros que evidenciam a diversidade do acervo, refletindo o pensamento do autor sobre a língua portuguesa falada no Brasil.
Por fim, Língua Viva amplia o debate sobre a constante transformação da língua, destacando expressões populares.
Um documentário exclusivo traz depoimentos de figuras ilustres da língua portuguesa, como o tradutor Paulo Geiger, que foi um dos editores do dicionário, e Nora Rónai, além de destacar o papel da família de Aurélio, caso da esposa Marina Baird Ferreira, que cuidou da logística da publicação da primeira edição da obra, em 1975.
Sobre a Casa Firjan
A Casa Firjan é um espaço de inovação e tendências da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro que prepara pessoas e empresas para os desafios da Nova Economia e apoia educadores na construção da educação do século XXI. Seu propósito é inspirar, capacitar e aproximar a indústria das tendências que moldam o futuro do trabalho e dos negócios.
O ambiente estimula a reflexão e o debate sobre temas contemporâneos, promovendo conexão entre academia, empresas, startups, governo e sociedade civil para desenvolver soluções sustentáveis e competitivas para o estado do Rio. Com atuação física e digital, a Casa Firjan oferece experiências, formações e projetos que fortalecem a indústria, ampliam repertórios sociais e impulsionam práticas educativas inovadoras, conectando o presente às oportunidades do futuro.




