O número de mortes por aids no Brasil diminuiu 13% entre 2023 e 2024, passando de mais de 10 mil vítimas para 9.100. Este foi o menor índice registrado pelo Ministério da Saúde em 32 anos.
Também diminuíram a quantidade de diagnósticos da síndrome (–1,5%), o número de gestantes com HIV (-7,9%) e de crianças expostas ao vírus (-4,2%). Além disso, o Brasil conseguiu eliminar, como problema de saúde pública, a transmissão do HIV de mãe para filho durante a gravidez, o parto ou a amamentação – a chamada transmissão vertical. Isso significa que o país interrompeu, de forma sustentada, a infecção de bebês por via materna, atingindo integralmente as metas internacionais. Os resultados estão em linha com os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Para marcar essas importantes conquistas, o Ministério da Saúde inaugurou no SESI Lab, nessa segunda-feira (1º/12) – Dia Mundial de Combate à Aids – a exposição 40 Anos da Resposta Brasileira à Aids.
A mostra marca o início da programação do Dezembro Vermelho 2025 e celebra quatro décadas de mobilização social, políticas públicas, avanços científicos e enfrentamento ao estigma.
A mostra fica em cartaz até 30 de janeiro de 2026. Reúne relatos de vida, documentos, obras de arte, campanhas históricas e experiências interativas que recuperam a memória coletiva da epidemia no Brasil.
No evento de inauguração, nessa segunda, o diretor superintendente do Serviço Social da Indústria (SESI), Paulo Mól, destacou o compromisso institucional com a promoção da saúde e a importância do museu como espaço de educação científica.
“Para nós, é uma honra receber essa exposição. Em 80 anos de história, o SESI sempre teve uma preocupação forte com a saúde. O SESI Lab, por sua vez, tem como missão ampliar a educação científica e trazer para a sociedade debates importantes, como este que se coloca nesta mostra.”
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lembrou o papel histórico do Sistema S no enfrentamento à aids e agradeceu o apoio do SESI à mobilização nacional.
“Quero agradecer muito ao SESI e relembrar que os vários SESIs espalhados por todo o nosso país sempre abriram as portas para a luta contra a aids”, afirmou.
A diretora e representante do UNAIDS Brasil, Andrea Boccardi, falou sobre a importância de humanizar a luta contra a doença. “Foi uma honra estar ao lado do Ministério da Saúde e do SESI Lab na construção da exposição sobre os 40 anos de resposta à AIDS. A AIDS não pode ser um tema apenas de espaços de saúde, mas principalmente em escolas, conversas com amigos e amigas e museus”, afirmou.
A exposição no SESI Lab inclui uma programação intensa com debates, sessão de cinema, oficinas, rodas de conversa e apresentações artísticas com especialistas, ativistas, gestores públicos, pesquisadores e representantes de movimentos sociais.
Até o dia 7 de dezembro o museu está com entrada gratuita. No sábado (6/12), a cortesia é em parceria com a Shell. Mesmo com o acesso livre, no entanto, o visitante precisa retirar seu ingresso na bilheteria física ou online.



