O Museu da Indústria do Ceará recebe a exposição itinerante O Futuro das Profissões, uma iniciativa nacional do SESI desenhada para provocar reflexões sobre as profundas transformações no mundo do trabalho. Após o sucesso em cidades como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, onde reuniu mais de 170 mil visitantes, a mostra chega a Fortaleza trazendo o debate sobre o passado, o presente e o futuro das ocupações humanas.
Desenvolvida pelo SESI Lab, a experiência combina arte, ciência e tecnologia por meio de recursos interativos, vídeos e jogos que convidam o público a explorar novas competências. O projeto reforça o compromisso do Sistema FIEC e do SESI Nacional com a inovação e o desenvolvimento da indústria cearense; e foi inaugurado oficialmente nesta quarta (4).
Participaram do evento o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante; o diretor superintendente do SESI Nacional, Paulo Mól; o superintendente do SESI Ceará e diretor regional do SENAI Ceará, Paulo André Holanda; o gestor do Museu da Indústria, Luis Carlos Sabadia; a superintendente do IEL Ceará, Dana Nunes; o diretor administrativo da FIEC, Chico Esteves; o diretor financeiro da FIEC, Edgar Gadelha; além de presidentes de sindicatos, colaboradores do Museu da Indústria e estudantes da rede de educação SESI SENAI Ceará.
Segundo Ricardo Cavalcante, a mostra O Futuro das Profissões chega ao Museu da Indústria em um momento oportuno para a indústria cearense, marcado pelo crescimento econômico e por transformações digitais que estão redefinindo profissões e competências.
“Mais do que perguntar quais profissões existirão no futuro, precisamos refletir sobre quais capacidades permitirão às pessoas aprender continuamente, se adaptar e construir trajetórias profissionais ao longo da vida. Esta exposição nos convida exatamente a esse exercício: ela não traz respostas prontas, mas provoca perguntas essenciais sobre educação, trabalho, inovação e inclusão”, afirmou.
Papel estratégico na rede de ensino
Paulo Mól, diretor superintendente do SESI Nacional, frisou que a exposição mostra a necessidade de preparar as novas gerações para um mercado de trabalho definido pela incerteza e pela constante reinvenção.
“Com a tecnologia, muitas das profissões serão alteradas; com a inteligência artificial, nem se fala. Isso tudo é uma incógnita, mas uma coisa é certa: não se pode ter medo da tecnologia, porque ela faz parte da vida e temos que ser parceiros dela. Então, quando visitar a exposição O Futuro das Profissões, o importante é pensar no que você quer fazer, quais são as suas habilidades, quais competências precisa desenvolver e de que maneira se manter empregável”, explica.
Mól também celebrou a colaboração entre os departamentos nacional e regional do SESI, ressaltando o papel estratégico da instituição na educação cearense, que, hoje, conta com mais de 8 mil alunos matriculados nas seis escolas SESI SENAI do estado.
“O investimento da educação do SESI aqui no estado do Ceará é um processo robusto. Há seis anos nós tínhamos 900 alunos na rede SESI e, hoje, estamos com 8 mil. Nos próximos dois anos, vamos chegar a 13 mil alunos. É um crescimento forte e com qualidade. Os indicadores mostram que o ensino aqui está sendo muito bem-feito”, elogiou.
Superintendente do SESI Ceará, Paulo André Holanda afirma que o estado foi escolhido para sediar a exposição por atender a uma série de critérios nos âmbitos educacional e cultural, com destaque para a atuação do Museu da Indústria, por onde passaram mais de 50 mil pessoas em 2025. A ideia, segundo ele, é que as instituições atuem em conjunto no desenvolvimento vocacional e na formação profissional de estudantes cearenses.
Interatividade
De forma lúdica e interativa, O Futuro das Profissões aborda o passado, o presente e o futuro das ocupações profissionais com uma proposta não cronológica, retratando a imprevisibilidade do mercado de trabalho, conforme explica Luis Carlos Sabadia.
“Nós começamos com o que chamamos de presente, que são diversas realidades de pessoas que assumiram novas funções e estudaram coisas diferentes. Depois, vamos para o futuro do pretérito, onde fazemos uma compilação de filmes que falam sobre a sugestão do futuro, às vezes acertando, às vezes errando. Por fim, temos um quiz, em que os visitantes vão responder questões e receber opções de profissões do futuro”, explica Sabadia.
Vivência educativa
Durante a abertura, estudantes da Escola SESI de Referência Roberto Proença de Macêdo puderam visitar os espaços da exposição e participar de uma dinâmica intitulada “Cápsula do Tempo: Meu Eu no Futuro”, na qual foram convidados a refletirem sobre suas trajetórias pessoais e profissionais para os próximos anos, a partir das provocações apresentadas em O Futuro das Profissões.
Segundo a coordenadora pedagógica do Museu da Indústria do Ceará, Patrícia Xavier, a proposta dialoga com o momento vivido pelos jovens. Após uma roda de conversa sobre trabalho, ocupações e desenvolvimento, os estudantes registraram expectativas que vão além da escolha profissional. Os relatos foram depositados em uma cápsula do tempo, que será aberta daqui a cinco anos, em 2031, permitindo aos participantes revisitar as projeções feitas neste momento de transição.
Para o estudante Lucas Ferreira, de 17 anos, a experiência contribui para ampliar a compreensão sobre as transformações do mercado de trabalho. “Muitos ainda acreditam que as profissões vão continuar sendo as mesmas, mas a tecnologia vai mudar muita coisa”, avalia.




