Parceria de SENAI do Ceará com sistema prisional produz 25 mil máscaras

Cerca de 52 internas e internos produzem máscaras de proteção para as 30 unidades prisionais do Estado
Em parceria com o SENAI, sistema prisional atinge a marca de 25 mil máscaras produzidas

O trabalho de qualificação realizado em 2019 pela Secretaria de Administração Penitenciária, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) do Ceará, rende resultados práticos no trabalho de prevenção e combate ao coronavírus. Neste momento, 52 internas e internos do sistema prisional cearense produzem máscaras de proteção para as 30 unidades prisionais do Estado. Qualificados e certificados pelo SENAI, os detentos já produziram 25 mil máscaras, que foram distribuídas entre as unidades.

O secretário Mauro Albuquerque reforça a ampliação das unidades na confecção do material, a projeção de metas e a importância das parcerias nesse trabalho. “Já temos seis unidades prisionais em plena operação na produção das máscaras. Hoje, o Estado do Ceará sai na frente e garante máscaras de proteção a todos os presos que saem para o banho de sol, além da proteção dos nossos servidores. Em breve chegaremos a 150 mil unidades produzidas e manteremos como uma política permanente do sistema”, atesta Albuquerque.

A coordenadora de Inclusão Social do Preso e do Egresso da SAP, Cristiane Gadelha, detalha o processo da operação. “Iniciamos no dia 1 de abril a produção de máscaras em TNT na unidade feminina e na Penitenciária do Cariri para produzir máscaras aos internos e servidores. A competência técnica dos detentos, o desejo de contribuir e a possibilidade da diminuição da pena com o trabalho fez com que a gente rapidamente evoluísse para mais unidades, ampliasse as metas e conseguisse atingir mais pessoas com o equipamento”, detalha.

Interna da Cadeia Pública do Crato, Adriana Moraes, comenta sobre sua atuação no projeto. “Para nós esse projeto chegou num momento oportuno. Nessa situação crítica de pandemia, a produção de máscaras é muito importante. Uma das coisas que nos deixa mais felizes é saber que ajudamos as pessoas da cadeia do Crato e as pessoas de outras unidades” fala. Já o interno do IPPOO2, Aristone Procópio, detalha seu momento pessoal na produção. “Importante a gente participar do projeto de produção de máscaras para os internos e a população. Com certeza, tanto eu como os outros internos vamos trabalhar com projetos de costura na liberdade", explica ele.

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