Tempos difíceis, novos esforços

Em artigo publicado no jornal O Popular, vice-presidente da CNI, Paulo Afonso Ferreira, destaca que a pandemia de Covid-19 não deve ser politizada e marcada por vaidades

Estamos vivenciando tempos difíceis no mundo, com certeza uma fase que ficará registrada na história.

Temíamos a iminência de uma 3ª guerra mundial, felizmente não presenciamos esse fato, mas a atual crise tem gerado impactos sociais e econômicos, como óbito de milhares de pessoas, fechamento de empresas, desemprego etc.

Como gostaríamos que tudo isso passasse rapidamente, que amanhã ao acordarmos tudo estivesse ao normal, mas a verdade é: não sabemos quanto tempo durará e nossa vida nunca mais será a mesma.

Um vírus nos impôs a necessidade de distanciamento e isolamento, nos privando de ir e vir, compromissos cancelados, convivências restritas, novos hábitos de consumo, de trabalho, de prevenção, saúde, segurança e até de relacionamento.

Tudo isso nos faz refletir sobre adequações para enfrentarmos essa fase, que não distingue barreiras geográficas, poder aquisitivo, religião, sexo ou idade, pois todos estamos susceptíveis.

Como sentimos falta do convívio social, com amigos, parentes e até mesmo a oportunidade de podermos sair, dar uma volta no parque, na igreja ou em um centro de compras.

O momento não deve ser politizado e marcado por vaidades. O coronavírus é uma realidade e precisa ser encarado de frente, com seriedade e medidas emergenciais para que seus impactos sejam superados. É preciso equilíbrio e senso de urgência.

É necessário se atentar às demandas das empresas e organizações que precisam de apoio para produzir, se sustentar e manter empregos. O governo federal tem tomado medidas no sentido de desburocratizar e fomentar recursos para manter a economia. O Congresso Nacional tem um papel fundamental nesse processo de pautar e aprovar leis, sendo fundamental o diálogo e o sentimento de união em prol do Brasil.

Tempos de crises geram reflexões e oportunidades de melhorias. O que vínhamos fazendo até aqui que deixamos de fazer ou estamos fazendo diferente? A inovação e as mudanças se tornam cada vez mais essenciais para as pessoas e as organizações. Todos nós tivemos que aprender ou fazer algo novo nesse período.

Com certeza tudo isso passará, não há crise que dure eternamente. Precisamos fazer nossa parte, mudarmos hábitos, renunciarmos certos desejos, além da necessidade de controle emocional, resiliência, responsabilidade conosco e com o próximo.

Sobre união de valores e propósitos, é interessante percebermos como a fé e a ciência estão mais próximas, todos no desejo que tudo isso se resolva o mais breve possível.

Esse deve ser nosso pensamento, no sentido de somarmos esforços, cada um fazendo a sua parte, independente de ideologia, religião, formação ou poder aquisitivo.

Nosso desejo é que Deus ilumine nossas autoridades, pesquisadores e a sociedade como um todo para que tenhamos equilíbrio, tomemos as melhores decisões para minimizar os impactos da crise e possamos vivenciar uma nova fase de vida, tendo segurança, saúde e a tranquilidade para sairmos e produzirmos, afinal, o mundo não pode parar.  

O artigo foi publicado no jornal O Popular. 

Paulo Afonso Ferreira é vice-presidente executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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