O Serviço Social da Indústria (SESI) promoveu, durante o Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), realizado entre os dias 19 e 21 de maio, em São Paulo, o painel “As Novas Diretrizes da NR-1 e seus Impactos na Indústria da Construção”, reunindo especialistas para discutir os desafios da implementação da norma e seus reflexos na gestão da saúde e segurança do trabalho no setor.
Os especialistas abordaram as mudanças previstas na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entra em vigor em 26 de maio. Responsável por estabelecer as diretrizes de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no país, a nova norma enfatiza o olhar sobre a ergonomia, em especial, os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho (FRPRT), além dos agentes físicos, químicos e biológicos tradicionalmente avaliados pelas empresas.
Segundo Katyana Aragão, é importante compreender que a norma vai além da discussão sobre FRPRT e fortalece uma abordagem estruturada de gestão de riscos ocupacionais. "Quando falamos da NR-1, estamos falando de gestão de riscos, prevenção e adoção de medidas que contribuam para a saúde e a segurança dos trabalhadores. Espaços como o ENIC são fundamentais para promover esse diálogo e aproximar informações técnicas da realidade do setor produtivo”, destacou a gerente do SESI.
Participaram do debate a gerente de Soluções Integradas em Saúde e Segurança do SESI, Katyana Aragão; o auditor fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Mauro Muller e o superintendente ambulatorial do Serviço Social da Construção de São Paulo (Seconci-SP), Giancarlo Brandão.
Tecnologia e experiências imersivas transformam a prevenção em vivência prática
Além da programação técnica, o SESI do Rio de Janeiro (SESI-RJ) apresentou experiências imersivas voltadas à promoção da saúde e da segurança do trabalho.
Entre as ativações estavam óculos que simulavam os efeitos do consumo de álcool e outras drogas, mostrando como essas substâncias afetam a percepção e a coordenação motora, além de simuladores que criam situações de trabalho em altura, espaços confinados e operação de equipamentos.
“Esses simuladores proporcionam uma experiência mais prática e didática, permitindo que o trabalhador desenvolva habilidades e tome decisões em situações muito próximas da realidade, mas sem exposição ao risco. Eles não substituem as atividades práticas exigidas nos treinamentos, mas agregam valor ao processo de aprendizagem e na preparação dos profissionais”, afirmou Monique Dias, técnica de SST do SESI-RJ.
Outro destaque foi o Cubo VR, simulador de realidade aumentada que reproduz diferentes situações de risco em uma experiência multissensorial. Integrada a simuladores físicos, a tecnologia utiliza sons, movimentação de piso, paredes e teto, além da emissão de fumaça e odores para simular ocorrências como vazamento de gases e choques elétricos.
As experiências apresentadas no ENIC fazem parte das soluções oferecidas pelo SESI dos estados do Rio de Janeiro e do Mato Grosso para apoiar empresas na promoção da saúde e segurança do trabalho.
Para auxiliar o setor na adequação às novas exigências da NR-1, o SESI Nacional também disponibiliza gratuitamente o documento "Metodologia Nacional para abordagem dos Fatores de Risco Psicossociais Relacionados ao Trabalho". Elaborado com base nas NR-1 e NR-17 e alinhado à Portaria MTE nº 1.419/2024, o guia reúne orientações práticas e pode ser acessado no Portal da Indústria.




