Estrutura de inovação do SENAI está a serviço do combate ao coronavírus

O SENAI disponibilizou a infraestrutura dos 27 Institutos de Inovação e 60 Institutos de Tecnologia para ajudar na produção de testes rápidos de detecção do novo coronavírus
Os Institutos SENAI de Inovação e Institutos SENAI de Tecnologia atuam diretamente no combate ao novo coronavírus

Em parceria com empresas industriais e federações estaduais das Indústrias, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) também está na trincheira contra o vírus, atuando, por exemplo, na manutenção de respiradores hospitalares. Até meados de abril, essa coalizão, liderada pelo SENAI, já havia consertado mais de 1.100 ventiladores pulmonares, quase 140 já haviam sido devolvidos aos hospitais e cerca de 500 estavam em manutenção.

Os respiradores mecânicos são essenciais no tratamento de doentes que apresentam sintomas graves da Covid-19, pois a Síndrome Respiratória Aguda Grave é um dos efeitos mais sérios da doença. A estimativa é que cada ventilador recuperado possa atender até dez pessoas. Além da manutenção, a indústria está atuando na importação do equipamento.

“O SENAI tem enorme satisfação de coordenar esse grupo de empresas, estruturando toda uma rede de serviços para ampliar a capacidade de manutenção dos ventiladores pulmonares”, afirma o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi. “Esta é uma agenda extremamente importante, dados o cronograma crítico da Covid-19 e a necessidade de termos o maior número possível de equipamentos com prontidão, em funcionamento”, acrescenta.

Outra iniciativa importante é o Edital de Inovação para a Indústria, uma parceria do SENAI com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e com a Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que destinou R$ 30 milhões para o desenvolvimento, com aplicação imediata, de projetos destinados a prevenir, diagnosticar e tratar infectados pelo novo coronavírus.

Por meio de uma categoria do edital, denominada Missão Covid-19, foram selecionados nove projetos, que deverão surtir efeito brevemente. Entre eles, estão a utilização de inteligência artificial para controlar a propagação da doença, um monitor de fácil manuseio para diagnóstico rápido de pacientes com deficiência pulmonar, a produção de testes rápidos de detecção do vírus, um sistema de desinfecção para transportes públicos, entre outros. 

Além disso, o SENAI disponibilizou a infraestrutura de seus 27 Institutos de Inovação e 60 Institutos de Tecnologia para ajudar na produção de testes rápidos de detecção do novo coronavírus. Na primeira fase do Edital de Inovação, por exemplo, foi selecionado um projeto da empresa Hi Technologies (Hilab), para produção de testes rápidos, em parceria com o Instituto SENAI de Inovação em Eletroquímica, de Curitiba. A previsão é entregar 15 mil testes em sete dias, 150 mil em 40 dias e chegar a 450 mil em até três meses. 

A empresa MDI Indústria e Comércio de Equipamentos Médicos, por sua vez, foi selecionada para desenvolver testes padrão-ouro, recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que permitem a identificação, em tempo real, da presença do coronavírus em amostras coletadas nas narinas e na garganta.

A previsão é que será possível o processamento de 200 testes por dia, totalizando 1.200 testes semanais e 4.800 testes mensais. Esse projeto específico está sendo desenvolvido em parceria com o Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Avançados de Saúde, de Salvador.

O SENAI também está oferecendo, gratuitamente, durante os próximos 90 dias, milhares de vagas para cursos a distância de aperfeiçoamento de temas ligados à chamada indústria 4.0, como Blockchain, Lean Manufacturing e Building Information Modeling (BIM).

Já foram realizadas mais de 300 mil matrículas nos cursos ofertados. Federações estaduais das Indústrias e diversas empresas também têm desenvolvido ações, como a fabricação de ventiladores pulmonares, a doação de equipamentos de proteção a profissionais de saúde e a entrega de cestas básicas, entre outros produtos essenciais.

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