A mobilização do SENAI do Amapá para salvar vidas

O SENAI do Amapá e as Forças Armadas trabalharam em conjunto para viabilizar o conserto de respiradores, usados por pacientes de casos mais graves de covid-19
FAB levou 2,8 mil doses de vacinas para Palmas e Macapá e transportou 18 respiradores para conserto em Belo Horizonte

É uma corrida contra o relógio. Governos, hospitais, sociedade, todos em busca de soluções para enfrentar os momentos mais difíceis da pandemia de covid-19. Equipamentos hospitalares adequados são imprescindíveis para salvar vidas. 

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) mobilizou as unidades em todo o Brasil. Foram várias as iniciativas: produção de máscaras de proteção para profissionais de saúde, máscaras de pano para a população, fabricação de álcool 70% foram algumas delas. Mas a pandemia revelou que milhares de ventiladores pulmonares, um dos aparelhos mais importantes no tratamento de quadros graves, estão parados no Brasil por falta de manutenção. O SENAI então se junto a indústrias brasileiras e às Forças Armadas em uma operação nacional para viabilizar o conserto dos equipamentos no país. 

No Amapá, o esforço teve particularidades. O SENAI/AP procurou o governo estadual e a Prefeitura de Macapá para saber a situação dos hospitais que vão receber os pacientes dos casos mais graves da doença. Assim como em todo o país, uma das maiores preocupações é justamente com o número de respiradores. Aí, descobriu-se um dado alarmante que exigiu ações rápidas: dos 26 respiradores em UTIs,  mais da metade estava quebrado. 

O conserto dos respiradores 

O SENAI então levou os 14 aparelhos respiradores para o laboratório de Santana e todos foram analisados pelos técnicos em eletrotécnica, eletromecânica. Depois da avaliação, os profissionais verificaram que alguns não tinham como ser consertados no estado. Precisavam de tecnologia que ainda não está disponível no Amapá. 

A saída veio do SENAI/MG. O Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) está oferecendo a manutenção gratuitamente. 

Mas aí apareceu um problema logísitco. Com a reformulação da malha aérea brasileira durante a pandemia, Macapá só tem recebido um voo semanal, às quintas-feiras. Enviar os equipamentos por via terrestre ou hidroviária exige um tempo que a batalha contra o coronavírus tem para dar. 

Força-tarefa SENAI - Forças Armadas 

Foi então que o SENAI Nacional buscou parceria com o Ministério da Defesa. Um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) foi designado para buscar o equipamento em Macapá e levar para Belo Horizonte, onde funciona o CIT.  

Um avião normalmente utilizado por autoridades foi reconfigurado para fazer o transporte de cargas. 

O voo saiu de Brasília levando ainda 2,8 mil doses de vacina contra influenza para Palmas (TO) e Macapá (AP). Da capital saíram ainda 5 respiradores do Hospital das Forças Armadas (HFA), que também receberão reparos em Belo Horizonte. 

Um avião usado para transporte de autoridades foi adaptado para levar a carga

No total, o Centro de Inovação e Tecnologia, do SENAI/MG, recebeu 18 respiradores que serão consertados e devolvidos para os respectivos hospitais em Brasília e Macapá. 

SENAI/AP faz o conserto de outros equipamentos

O laboratório do SENAI/AP recebeu outros 5 equipamentos, aspiradores de secreção pulmonar, para conserto.

Aline Vieira, Diretora de Operações SENAI/AP e Superindente SESI/AP, diz que outros equipamentos de hospitais do estado ainda podem chegar nos próximos dias. Ressalta que o SENAI está de portas abertas para ajudar. "É gratificante ver que equipamentos que estavam encostados, seja por falta de recurso ou por desconhecimento do problema, podem voltar a ajudar. Ver isso voltar a funcionar é gratificante. É um papel social fundamental do SENAI neste momento”, afirma Aline. 

Outras frentes de trabalho 

Além do conserto dos respiradores, o SENAI/AP se mobilizou em outras frentes de trabalho. Duas impressoras do tipo 3D estão sendo usadas para a fabricação de máscaras de proteção do tipo "face shield". A Prefeitura de Macapá já recebeu 30 unidades, que serão usadas por profissionais de saúde da cidade.  

Já a estrutura dos cursos têxteis está sendo usadas para a fabricação de máscaras de pano e de TNT. Instrutoras do SENAI orientam os voluntários neste trabalho. Cinco mil máscaras serão distribuídas para a população. 

“A contribuição do SENAI tem a ver com tecnologia e inovação. Colocar isso à disposição significa ajudar nos equipamentos, EPIs. Todo este processo faz parte do processo de aprendizagem da escola. O papel do SENAI é colocar infraestrutura, know-how a serviço dos equipamentos e da sociedade”, conclui Aline Vieira. 

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