Do forró à literatura de cordel; da xilogravura à renda renascença. O torneio regional de robótica do Serviço Social da Indústria (SESI) proporcionou aos competidores e visitantes uma experiência que vai além das competições de robôs. Quem esteve presente no festival, nos dias 3 e 4 de fevereiro, pôde conhecer e prestigiar um pouco da cultura paraibana. Aqui, inovação e tradição caminharam lado a lado durante todo o evento.
Quem nunca assistiu ao clássico ‘Auto da Compadecida’ e se divertiu com os personagens emblemáticos João Grilo e Chicó, além de se emocionar com o enredo criado pelo renomado paraibano Ariano Suassuna? Escrita há mais de 70 anos, a trama se passa no sertão nordestino, na cidade de Taperoá (PB), e permanece atual ao retratar, com humor e emoção, aspectos marcantes da cultura regional.
E, é claro, os competidores de um estado que carrega tanta cultura em sua história não poderiam deixar de levar um pouco de tudo isso para o mundo da robótica.
Ao passar pelos pits e arenas, não é apenas o sotaque “arretado” que identifica a cultura local das equipes. Cada uma delas busca representar um pedacinho da sua terra por meio de bottons, acessórios, decorações e lembrancinhas, como mel, artesanatos e, não poderia faltar, o tradicional doce de rapadura.
Rapadura é doce, mas...é robô também!
Por aqui, não é só o doce que se chama rapadura. O robô da equipe Criadores do Amanhã, do SESI João Pessoa, recebeu esse nome para homenagear a iguaria típica da culinária nordestina.
Na estrutura do robô, os estudantes incorporaram uma característica marcante da cultura da Paraíba: a xilogravura. Para quem não conhece, as xilogravuras são produzidas por meio de uma técnica em que desenhos são esculpidos e pintados na madeira.
“Desde o começo da nossa equipe, buscamos trazer o regionalismo para a competição. Nessa temporada, colocamos na carenagem alguns elementos visuais da nossa região”, destaca Maria Cecília Alves, de 16 anos, responsável por projetar e programar o robô da equipe.
As xilogravuras do robô destacam elementos emblemáticos da cultura nordestina, como Lampião, figura histórica conhecida como o “rei do cangaço”, o tradicional chapéu de cangaceiro, e um sol, que faz referência ao nome do time. Também estão presentes o martim-pescador e o cacto, espécies de pássaro e planta típicos da região.
Outra curiosidade sobre a equipe está relacionada ao seu nome. O grupo foi o segundo time formado na escola de João Pessoa, sendo que o primeiro recebeu o nome de “Criadores”. Para dar continuidade a essa ideia e, ao mesmo tempo, homenagear a cidade — conhecida por ser o local onde o sol nasce primeiro no Brasil — surgiu o nome “Criadores do Amanhã”.
Após dois dias de disputas emocionantes, Campina Grande (PB) se despede do seu primeiro torneio regional de robótica. Agora, começa a torcida pelas equipes classificadas que seguem para a etapa nacional, que será realizada em março, em São Paulo.
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Confira o álbum com os melhores momentos da etapa regional do Festival SESI de Robótica:








