RePLAY! Nova temporada de FLL desafia estudantes a movimentar o corpo por meio do esporte

Atleta olímpica com diversas ações de educação e esporte em prol da inclusão de meninas na luta esportiva, lutadora Aline Silva estrela lançamento da temporada 2020/2021 da FIRST LEGO League, organizada pelo SESI
Assim como nas outras temporadas, nesta edição, os estudantes serão avaliados em quatro categorias

A nova temporada do Torneio SESI de Robótica 2020/2021 será oficialmente lançada no Brasil nesta sexta-feira (21), e terá o tema "RePLAY - esportes e brincadeiras que movimentam o corpo e evitam o sedentarismo". De acordo com a organização internacional que realiza o evento, a For Inspiration and Recognition of Science and Tecnology (FIRST), as atividades que nos motivam física e mentalmente mudaram muito nas últimas décadas, o que nos desafia a usar ainda mais a nossa criatividade, imaginação e senso crítico para encontrar novas formas e locais de movimento.

Para marcar o lançamento da nova temporada, o operador oficial do Torneio de Robótica FIRST LEGO League (FLL) no Brasil - Serviço Social da Indústria (SESI) - realizará um evento totalmente on-line, que contará com a presença de Aline Silva, atleta de Luta Olímpica (ou Wrestling) e idealizadora do projeto Mempodera, que trabalha com crianças e jovens ensinando inglês e a modalidade esportiva. As inscrições devem ser abertas em outubro e os torneios regionais devem ser realizados a partir de janeiro de 2021.

“No momento em que o mundo encara uma grave pandemia, é muito importante desafiar as novas gerações a pensarem em formas de usar a tecnologia na redução do sedentarismo, a repensarem as brincadeiras, as competições e os espaços de suas comunidades destinados à prática de exercícios”, explica o diretor de operações do SESI, Paulo Mól.

Robótica valoriza o trabalho em equipe

A atleta Aline Silva espera inspirar os jovens robóticos por meio de sua história, que foi transformada graças ao esporte e, também, pelos projetos desenvolvidos pela atleta que buscam a inclusão das meninas no mundo da luta esportiva. “Não tem como falar de educação sem falar de esporte. Por isso, eu achei o máximo! Para mim faz todo o sentido este tema da nova temporada”, afirma a atleta.

Na visão dela, os avanços tecnológicos trouxeram diversos benefícios para a vida das pessoas. Por outro lado, acabou aumentando o sedentarismo. “Hoje em dia os pais precisam insistir para as crianças irem brincar, porque elas não querem mais largar os eletrônicos”, explica.

“A tecnologia reduziu movimentos, mas, não podemos deixar que isso aconteça. Movimento está relacionado a aprendizado e a prazer, equilibrar isso é essencial para que possamos usar a tecnologia resolvendo problemas, e não criando problemas, como doenças, por exemplo. A tecnologia está a nosso favor, mas, para que ela não vire um problema, é preciso equilíbrio, temos que equilibrar esses dois mundos desde cedo”, afirma.

Além disso, Aline Silva destaca o aspecto colaborativo das competições de robótica, que estimulam a empatia e o trabalho em equipe. “Sempre digo que minha modalidade de luta é individual, mas sem o apoio de uma equipe, de um parceiro de treino, eu não sou ninguém, então, o trabalho em equipe é um requisito necessário em qualquer carreira”, explica.

O lançamento da nova temporada também contará com o professor e membro do Grupo de Estudos e Pesquisas Epidemiológicas em Atividade Física e Saúde da Universidade de São Paulo (USP), Douglas Roque Andrade, falando sobre os desafios de manter uma vida saudável em tempos modernos.

A nova temporada já começou!

Com o lançamento oficial da nova temporada, as escolas e os jovens interessados em participar da maior competição de robótica educacional do país já podem conhecer o tema RePLAY e o desafio desta temporada. No site do Torneio de Robótica, também traz o passo a passo da montagem das equipes com jovens de 9 a 16 anos, da preparação para o desafio. As equipes selecionadas nas etapas regionais ganham um lugar no torneio nacional, o Festival SESI de Robótica.

Assim como nas outras temporadas, nesta edição, os estudantes serão avaliados pelo projeto de inovação e pesquisa, capacidade de trabalhar em equipe (core value), e desafio do robô, realizado nas arenas.

Para o projeto de pesquisa, os estudantes terão que:

  1. Identificar um problema que faz com que as pessoas não sejam ativas o bastante (A Organização Mundial de Saúde recomenda um mínimo de 30 minutos por dia de atividade aeróbica);
  2. Realizar pesquisas sobre o problema escolhido pensando em possíveis soluções;
  3. Desenvolver uma ideia ou tecnologia capaz de resolver o problema, ou melhorar soluções já existentes;
  4. Criar um protótipo da solução escolhida pela equipe para ajudar as pessoas a serem mais ativas. No desafio do robô, as equipes terão dois minutos e meio para realizar o maior número de missões possíveis na arena (ou tapete).

Confira mais informações e também o novo tapete que o robô de Lego terá que percorrer nesta temporada no vídeo a seguir:

Sucesso na última temporada

Na temporada passada, o tema escolhido pela FIRST foi Cidades Inteligentes, e as equipes de estudantes precisavam criar projetos capazes de melhorar o dia a dia das pessoas nas grandes cidades. Composto antiescorregamento na pista, sensor que previne enchentes enviando mensagens em tempo real para os orgãos de defesa civil, e dezenas de outros projetos chamaram atenção, não apenas dos juízes, mas de gestores públicos (prefeitos, secretários) interessados em implementar as soluções criadas por crianças para problemas de adultos, como acidentes e engarrafamentos.

Após a realização dos regionais, aproximadamente 1,5 mil estudantes de equipes de mais de 500 escolas das redes pública e privada, com idades entre 9 e 18 anos, participaram do evento como competidores na modalidade FIRST Lego League. Um destaque da temporada foi o grande número de meninas inscritas: elas já são quase a metade do total de estudantes.

Na última edição, a grande vencedora do torneio na categorias FLL nacional foi a mineira Turma do Bob, do SESI de Governador Valadares. O torneio também contou com duas indicações e uma premiação no Global Innovation 2020. Considerada a grande premiação no quesito inovação da robótica educacional, o prêmio busca destacar projetos que apresentem soluções de forma sustentável, dentro do tema de cada temporada. A equipe de robótica educacional SESI Biotech, do SESI de Barra Bonita (SP), conquistou o Community Choice Award pelo projeto capaz de resolver problemas de rachaduras no asfalto.

O Torneio SESI de Robótica 2019/2020 também reuniu competidores nas categorias FIRST Tech Challenge e F1 in Schools, tendo selecionado estudantes brasileiros para outras competições internacionais, como a equipe Spark, do SESI de Santa Catarina, selecionada para participar do mundial de F1 em Cingapura.

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