Pressão no game? Competidores encontram pausa para relaxar no Festival SESI de Educação

Escalda-pés com ervas, massagens e apoio psicológico ajudam jovens a lidar com o nervosismo da competição

No terceiro andar da Bienal, o espaço de acolhimento oferece um respiro aos competidores

Mecânica do robô, portfólio da equipe, montagem do pit... A lista de afazeres de quem compete no Festival SESI de Educação, que ocorre desde 5 de março na Fundação Bienal de São Paulo, é intensa. São detalhes que podem fazer a diferença na somatória de pontos e na disputa pela classificação. Em meio à correria e à pressão, uma pausa para o bem-estar físico e mental é mais que bem-vinda.

Em um ambiente montado no terceiro andar, os estudantes podem escapar um pouco da agitação. Pufes pelo chão, música relaxante, aromaterapia e um silêncio que contrasta com o ritmo acelerado das competições do lado de fora. Profissionais como pedagogos, psicólogos e analistas de responsabilidade social recepcionam os competidores.

É o Espaço de Acolhimento, coordenado pelo Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (SESI-DF). Ali, são trabalhadas competências socioemocionais e sociorrelacionais por meio da integração de técnicas de resgate da autoestima e princípios da terapia comunitária integrativa.

“Temos no festival crianças e jovens de várias partes do País, que se deslocaram de casa e deixaram a família para vir para um espaço tenso de competição. O que proporcionamos é um momento para que se sintam cuidados. É a pedagogia da presença, um momento de pausa, de traduzir sentimentos”, explica a assessora de Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA), Cida Lima.

Emanuelli Pires, de 15 anos, veio de Dois Vizinhos (PR). Ela cursa a 1ª série do Ensino Médio e faz parte da Benderminds, que compete na modalidade First Tech Challenge (FTC). Acompanhada por colegas de equipe, passou por uma sessão de escalda-pés no primeiro dia do festival. “Estamos muito preocupados com a apresentação de sala e se o robô vai dar certo. Este momento aqui é muito importante para a gente relaxar e desestressar um pouco”, disse a jovem.

No escalda-pés, os participantes são convidados a vendar os olhos e manter os pés imersos em água morna misturada a ervas medicinais. Enquanto isso, um profissional conduz o momento de vivência para o alívio imediato do estresse.

Técnica da equipe de Emanuelli, Saiane Reffatti também aproveitou a pausa. É a primeira vez da Benderminds na competição nacional. “Dá para realmente esquecer o mundo lá fora e se concentrar no nosso eu. A gente tem de estar bem para conseguir passar toda a vibe positiva para os alunos”, afirma.

O Espaço de Acolhimento também oferece massagem comunitária para soltar a musculatura e fortalecer os laços com a equipe, estação de escuta com psicólogos e local com silêncio, luz suave e abafadores de ruído.

“Na hora em que coloquei a venda, estava nervosa, mas agora estou mais calma e isso me ajudou muito. Foi essencial, adorei. Nós já agendamos também para os outros dias!”, conta Emanuelli Pires, indicando que o momento de cuidado e bem-estar entrou na rotina dela e dos colegas nos demais dias de torneio. 

O 8º Festival SESI de Educação foi realizado pelo Serviço Social da Indústria (SESI), em parceria com o Conselho Nacional do SESI, entre 5 e 8 de março, em São Paulo.

No espaço, são desenvolvidas competências socioemocionais por meio de técnicas de fortalecimento da autoestima e princípios da terapia comunitária integrativa

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