CNI cobra urgência na redução do Custo Brasil, que retira 20% do PIB

Secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo, participou da reunião do Copin e apresentou a nova agenda Brasil Mais Competitivo

Foto: Gilberto Sousa / CNI

O combate ao Custo Brasil é uma das principais pautas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) quando o assunto é competitividade e fortalecimento da base produtiva do país.  A pauta custa R$ 1,7 trilhão para o Brasil por ano, o que corresponde a 20% do Produto Interno Bruto (PIB) anualmente.

Para o presidente do Conselho Temático de Política Industrial e Desenvolvimento Tecnológico da CNI (Copin), Léo de Castro, a agenda de mitigação ao Custo Brasil “precisa avançar com urgência” para possibilitar o desenvolvimento industrial e o crescimento econômico do país.

O tema foi pauta da 2ª Reunião Ordinária de 2026 do Copin, realizada nesta terça-feira (28), na sede da CNI, em Brasília.

Léo de Castro apresentou uma análise sobre os avanços da agenda Custo Brasil no último ano. Informações fornecidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pasta que articula as medidas da agenda, mostram que, dos 41 projetos relacionados ao tema, 13 foram concluídos até janeiro de 2026.

No entanto, o presidente do Copin alertou que a conclusão dos projetos não garante benefícios práticos para a indústria. E apresentou exemplos sobre a necessidade de avanços. “A regulamentação da Reforma Tributária, precisa entrar em vigência. Da mesma forma também precisamos de aprimoramento regulatório no contexto da Energia Elétrica. A lei 15.269/2025, por exemplo, trouxe avanços no contexto do setor de energia, mas ainda é necessário reduzir os encargos atrelados à conta de desenvolvimento energético”, destacou.

Segundo ele, Custo Brasil precisa ser visto como um tema central para o desenvolvimento econômico e qualidade de vida dos consumidores.

“O combate ao Custo Brasil tem potencial para reduzir o custo dos produtos consumidos pelos brasileiros e, consequentemente, melhorar o poder de compra e a qualidade de vida da população”, afirmou.

Brasil mais Competitivo é a nova agenda do Custo Brasil

O Secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo, participou da reunião do Copin para apresentar a nova agenda de mitigação do Custo Brasil, o Brasil mais Competitivo.

A nova agenda foi lançada em junho pelo MDIC e tem como objetivo o aumento da produtividade e da competitividade da economia brasileira. A iniciativa reduziu de 41 para 24 projetos, com a meta de gerar uma economia de R$ 341,6 bilhões.

“É importante destacar que nós inserimos nesse novo processo diversas sugestões que foram realizadas pela CNI, com o intuito de contemplar nessa nova agenda as principais demandas do setor produtivo”, ressaltou Pedro Ivo.

Segundo ele, os próximos passos da Agenda Brasil mais Competitivo inclui o monitoramento do impacto dos projetos concluídos, a articulação entre órgãos e entidades para a implementação integrada das ações e a promoção de diálogo contínuo com o setor produtivo e os órgãos reguladores.

Na ocasião, o secretário do MDIC também apresentou o programa Brasil mais Simples, lançado para reduzir a burocracia, integrar sistemas públicos e cortar custos operacionais para empresas.

Agenda dos presidenciáveis e números do Brasil mais Produtivo

A reunião do Copin ainda contou com a presença do diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Mário Sérgio Telles, que trouxe um resumo sobre o documento “Construindo o Brasil 2025: a indústria na agenda dos presidenciáveis” que foi entregue no mês de junho para os pré-candidatos à Presidência da República.

O material reúne recomendações e prioridades em áreas estratégicas, como agenda macroeconômica, política industrial, inovação, cooperação internacional, energia, infraestrutura de transportes, sustentabilidade, sistema tributário, segurança jurídica, entre outros temas essenciais para o fortalecimento da economia e a competitividade do Brasil.

Patricia Garcia Martins, gerente de Operações de Inovação e Tecnologia do Senai, também trouxe dados do programa Brasil mais Produtivo, integrante da política Nova Indústria Brasil (NIB).

O B+P busca impulsionar a produtividade e a transformação digital de micro, pequenas e médias empresas brasileiras. Com a meta de impactar 200 mil empresas, sendo mais de 93 mil indústrias, por meio de soluções que vão desde a otimização de processos até o desenvolvimento de tecnologias 4.0, a iniciativa já alcançou um aumento médio de 29,6% na produtividade e uma redução média de 18,9% no consumo energético das empresas atendidas.

Além disso, o programa viabilizou mais de R$ 199 milhões em financiamentos voltados à digitalização industrial.

28/07/26 - Reunião Conselho Temático de Política Industrial e Desenvolvimento Tecnológico (COPIN)

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