Facilitação de Comércio é o caminho para crescimento econômico das Américas, diz Robson Braga de Andrade

Presidente da CNI participa de debates da 3ª Cúpula Empresarial das Américas, realizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Lima, no Peru. O evento propõe um plano de ação 2018-2021 para o crescimento econômico e desenvolvimento no hemisfério
Engajamento dos países americanos na implementação do Acordo de Facilitação de Comércio é essencial para diminuir a burocracia, aumentar a eficiência dos controles aduaneiros e minimizar os custos de transação

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, defendeu, durante evento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o engajamento dos países do hemisfério americano em uma pauta estratégica e pragmática para a implementação do Acordo de Facilitação de Comércio, assinado por 160 países, concluído na Conferência Ministerial de Bali, em 2013. 

“Para aprofundar as relações econômicas da região, governo e setor privado precisam trabalhar em conjunto com objetivo de diminuir a burocracia, aumentar a eficiência dos controles aduaneiros e minimizar os custos de transação”, disse Robson Braga de Andrade.

Ele participou do debate “Diálogo Empresarial das Américas - Ação para o Crescimento: recomendações de políticas e plano de ação 2018-2021 para o crescimento das Américas”, com o presidente da Câmara de Comércio dos Estados Unidos (US Chamber), Thomas Donohue, o presidente da Confederação Nacional de Instituições Empresariais Privadas do Peru (Confiep), Roque Benavides, o presidente da Associação Nacional de Empresários da Colômbia (Andi), Bruce Mac Master, e a vice-presidente do Conselho Canadense para as Américas (CCA), Marta Blackwell. 

Entre as propostas do setor privado brasileiro estão o avanço na implementação de seus programas de janelas únicas – no Brasil conhecido por Portal Único do Comércio Exterior – e fortalecimento dos modelos de Operador Econômico Autorizado (OEA), com sistemas automatizados de gerenciamento de riscos, para promoção de uma cadeia logística segura para as américas. 

CASO BRASILEIRO – A CNI está ativamente engajada numa agenda de competitividade para o setor privado brasileiro e, mais especificamente, no tema de facilitação de comércio, no qual tem trabalhado em conjunto com o governo brasileiro. 

“O mercado internacional demanda não apenas bons preços e qualidade, mas prazos céleres e previsibilidade. Duas principais iniciativas governamentais vêm contribuindo, significativamente, para modernizar os processos do comércio exterior brasileiro: o projeto de Janela Única de Comércio Exterior e a implantação do Programa Operador Econômico Autorizado (OEA) no Brasil”, disse para uma plateia de mais de 800 empresários. 

Segundo ele, a CNI identificou que os atrasos decorrentes da burocracia aduaneira nas operações de comércio exterior são ainda mais prejudiciais para a indústria de transformação. Em média, os atrasos na aduana aumentam em cerca de 13% os custos para exportar e 14% para importar.

Os dados mostram que a implementação da Janela Única de Comércio Exterior no Brasil poderá aumentar em US$ 65 bilhões a corrente de comércio do Brasil, que passaria dos atuais US$ 368 bilhões para US$ 436 bilhões em 2030.

Com relação ao Programa de Operador Econômico Autorizado, a redução de custos esperada para 2018 é da ordem de US$ 950 milhões para as empresas que integram o programa.

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