Setor privado e governo se unem para usar metodologia única em serviços de internacionalização de empresas

Pela primeira vez, CNI, SEBRAE, APEX-Brasil e Ministério da Economia atuarão de forma integrada para apoiar a inserção internacional de micro, pequenas e médias empresas. Ação é avanço na construção da cultura exportadora

As principais instituições brasileiras envolvidas no apoio de internacionalização das micro, pequenas e médias empresas, além do governo federal, trabalharão de forma conjunta para facilitar e ampliar a presença do Brasil no exterior. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Ministério da Economia se reúnem, nesta terça-feira (20), no seminário Plano Nacional da Cultura Exportadora: coordenação interinstitucional para o futuro do comércio exterior brasileiro, na sede do Sebrae Nacional, em Brasília.​​

Participam da abertura do evento o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, o presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles, o presidente da APEX-Brasil, almirante Sérgio Segóvia, o secretário de Política Externa Comercial e Econômica do Ministério das Relações Exteriores, Norberto Moretti, e a secretária especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Yana Dumaresq.

Para o diretor da CNI, Carlos Abijaodi, esforço conjunto é essencial para ampliar os resultados no longo prazo

“A internacionalização é uma estratégia desafiadora principalmente para os micro e pequenos negócios”, explica o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi. Segundo ele, somente o esforço coordenado e coerente dessas entidades poderá produzir resultados de longo prazo para a economia nacional. “As empresas precisam e demandam nosso apoio na sua caminhada de internacionalização”, completa.

O presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles, destaca que o Plano irá agilizar as mudanças necessárias para inserir de forma mais efetiva os pequenos negócios na exportação. “O PNCE vem ao encontro das estratégias desenvolvidas pelo Sebrae para aumentar a competividade dos pequenos negócios e ampliar as exportações, principalmente de produtos diferenciados”, afirma. “Com apoio e qualificação, as MPE têm tudo para conquistar o mercado internacional, e isso vai gerar mais renda e emprego no Brasil”. Segundo levantamento do Sebrae, mais de 40% das empresas exportadoras brasileiras são MPE.

A parceria consiste em usar um método único nos serviços de internacionalização. Assim, cada uma das instituições poderá apresentar ao empresário o portfólio de ações e serviços das entidades parceiras. Essa metodologia, criada pelo programa Rota Global, foi transferida pela CNI ao governo federal no ano passado.

METODOLOGIA UNIVERSAL – Entre 2017 e 2018, a CNI atendeu mais de 500 empresas por meio do Rota Global. Essa plataforma tem dois pilares: é uma plataforma moderna, objetiva, digital que foi utilizada com benchmarking com mais de 15 instituições internacionais.

Desta forma, ela faz o diagnóstico da empresa ao analisar vários itens dentro da empresa, além de elaborar uma análise de mercado, de gestão e de parte estratégica da empresa. Todos esses pontos formam um score de internalização, com a avaliação de maturidade da empresa, que será a base de um plano de ação.

No ano passado, após finalizar a execução do Rota Global, a CNI fez a transferência desta tecnologia para o antigo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), hoje Ministério da Economia, para que seja usado pelo Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) e seus comitês estaduais. O outro pilar é baseado em governança, que se fortalecerá a partir dessa aliança entre CNI, SEBRAE e APEX-Brasil e Ministério da Economia.

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