Concluir acordo do Mercosul com a União Europeia ainda este ano seria grande ganho, destaca diretor da CNI

Carlos Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, apresentou a representantes diplomáticos prioridades da Agenda Internacional da Indústria 2019
Carlos Abijaodi, da CNI: não acreditamos em outro sistema que não o multilateral e precisamos de uma OMC forte

Em encontro com 79 representantes do corpo diplomático em Brasília, Carlos Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), destacou que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia é uma das prioridades da indústria. “Concluir o acordo ainda este ano será um grande ganho tanto para a União Europeia quanto para os países do Mercosul”, afirmou no 11º Briefing Diplomático, realizado nesta quinta-feira (13), em Brasília.

Outras prioridades destacadas por Abijaodi são o avanço nas negociações do acordo de livre comércio do Brasil com o México e a reconstrução da Organização Mundial do Comércio (OMC). “Não acreditamos em outro sistema que não o multilateral e para isso é imprescindível termos uma OMC forte”, avaliou o diretor da CNI.
 

Encontro reuniu 74 representantes diplomáticos na sede da CNI, em Brasília

Abijaodi apresentou aos representantes diplomáticos a Agenda Internacional da Indústria 2019, que apresenta tanto serviços de apoio à internacionalização de indústrias quanto propostas para a política comercial. Em relação às 39 ações prioritárias em serviços, destacou a iniciativa de capacitação em internacionalização de micro e pequenas empresas, realizada em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), a participação em feiras internacionais para promoção de produtos brasileiros e o Ata Carnet, que permite a exportação e a importação temporária de bens e produtos sem pagar tributos. “Estendemos o convite aos demais países de América Latina a integrar a rede do Ata Carnet, que conta com a participação de 70 países”, conclamou Abijaodi.

Em relação às 74 ações prioritárias de política comercial, destacou a necessidade do Brasil firmar acordos para evitar dupla tributação com países como os Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido e de se avançar na área de facilitação do comércio. Ao todo, a CNI trabalhou em 2018 com 72 países e cinco blocos econômicos.

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