Competitividade da indústria passa pela agenda de meio ambiente e sustentabilidade

Durante briefing diplomático, representantes da CNI apresentam ações concretas desenvolvidas pelo setor industrial na área e afirmam que melhor uso dos recursos naturais é fator-chave para o crescimento econômico
Uma das prioridades é construir uma posição do Brasil para a criação de uma norma técnica em economia circular na Organização Internacional de Padronização (ISO)

O aumento da competitividade da indústria brasileira passa necessariamente pela agenda de meio ambiente e sustentabilidade. Durante o XIV briefing diplomático, nesta sexta-feira, representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentaram ações concretas desenvolvidas pelo setor industrial na área e afirmaram que o melhor uso dos recursos naturais é um fator-chave para o crescimento econômico.

“A questão ambiental é uma agenda de longo prazo. O tema vem sendo tratado na CNI há bastante tempo para contribuir para a competitividade do país”, disse o gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo.

O encontro foi realizado por videoconferência. Participaram 78 representantes diplomáticos de cerca de 50 países. Bomtempo explicou que, dentro da CNI, o tema de meio ambiente e sustentabilidade foi desdobrado em quatro temas: uso eficiente dos recursos naturais, economia de baixo carbono, licença ambiental e saneamento básico.

Sobretudo no cenário atual, de crise desencadeada pela pandemia de Covid-19, o gerente-executivo disse que o meio ambiente, numa integração com a área internacional, tem sido uma das principais diretrizes de recuperação econômica ao redor do mundo.

Uma das agendas prioritárias, afirmou, é construir uma posição do Brasil para a criação de uma norma técnica em economia circular na Organização Internacional de Padronização (ISO). Além disso, a indústria trabalha em pautas como a melhoria da legislação sobre coleta de água e busca aprovar uma lei geral de licenciamento ambiental.

“Temos 27 mil atos normativos, quando consideramos União, estados e municípios, e isso traz insegurança jurídica com impacto negativo sobre a economia do país”, disse.

CNI entregou propostas ao governo para a redução do Custo Brasil e para a recuperação econômica

O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi, afirmou que os temas de meio ambiente e sustentabilidade têm sido debatidos exaustivamente. “Temos procurado trazer para o briefing diplomático temas relevantes para a nossa economia. Nossa preocupação é constante. Já apresentamos propostas para reduzir o Custo Brasil e, agora, com a Covid-19, entregamos ao governo propostas para a retomada da economia”, disse.

Durante o briefing, o gerente-executivo de Economia da CNI, Renato da Fonseca, apresentou o estudo Competitividade Brasil 2018-2019. O documento mostra que o Brasil é o penúltimo colocado em um ranking de 18 economias selecionadas, à frente apenas da Argentina.

O Chile e o México, outros dois casos de países latino-americanos, ocupam a 8ª e 12ª posição, respectivamente. A Coreia do Sul é a economia mais competitiva. Em 2019, o Brasil registrou, pelo segundo ano consecutivo, redução de burocracias para a abertura de empresa, entre outros avanços. No entanto, os ganhos não foram suficientes para o país subir no ranking geral.

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