Conselho de Infraestrutura da CNI propõe mais investimentos e definição de prioridades no setor

País precisa priorizar a privatização de empreendimentos nas áreas de transporte, mobilidade, energia elétrica e saneamento básico
O Coinfra vai apresentar uma lista com as obras emergenciais em cada estado

O presidente do Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Olavo Machado Junior, anunciou nesta quarta-feira (25), que o grupo irá criar um documento com cinco projetos prioritários para cada estado brasileiro. O objetivo, segundo ele, é levar foco às obras e ações mais urgentes e colaborar efetivamente para que os investimentos saiam do papel para destravar a logística e infraestrutura do país.

“A proposta do Coinfra é oferecer ao presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, uma lista de obras mais urgentes em cada unidade da Federação. A ideia é que tenhamos um mapa com cinco prioridades de cada estado”, destacou Machado. Durante a reunião, o conselheiro Cláudio Frischtak ressaltou a importância de o país aumentar os investimentos em infraestrutura do patamar atual de cerca de 2% do PIB para mais de 4%. Na avaliação dele, somente a iniciativa privada terá condições de desenvolver a infraestrutura do país. Para isso, o especialista mencionou que é imprescindível a privatização de empreendimentos nas áreas de transporte, mobilidade, energia elétrica e saneamento básico.

“Não há por que o Estado operar empresas de infraestrutura, como as companhias docas, a Infraero e a Valec. Esta última, aliás, é um caso perdido, vai ter que ser liquidada”, destacou Frischtak. “A estimativa é de que, em 2021 ou 2022, não haverá mais recursos para investimentos do governo”, completou. No encontro, os conselheiros também debateram propostas do setor industrial para a revisão da lei de licitações. O tema está em pauta na Câmara dos Deputados, onde tramita o Projeto de Lei nº 6.814/2017.

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