A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reuniu, nesta segunda-feira (26), em Brasília, mais de 180 representantes de federações estaduais das indústrias e associações setoriais para iniciar a elaboração da 32ª edição da Agenda Legislativa da Indústria, que será lançada em março de 2027. O documento é o principal instrumento de representação dos interesses do setor industrial brasileiro junto ao Congresso Nacional.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, alertou que 2027 será um ano extremamente desafiador, com uma nova legislatura e reformas importantes em discussão. Ele observou que a indústria precisará buscar estratégias e abordagens para avançar em temas importantes, diante de um cenário em que o país terá de reduzir os gastos públicos. “Vamos continuar a nossa luta pela indústria, contribuindo com soluções para o Legislativo. Precisamos de um país forte, pois sem crescimento econômico é impossível manter desenvolvimento social”, pontuou.
Para o presidente do Conselho de Assuntos Legislativos da CNI, Paulo Afonso Ferreira, a Confederação precisará de uma agenda que una os diferentes setores industriais, mobilize os parlamentares e contribua para recolocar a competitividade e o desenvolvimento produtivo no centro das prioridades do país.
“Nossa Agenda não deve ser apenas uma relação de projetos que queremos aprovar ou impedir. Deve ser uma proposta concreta de desenvolvimento para o Brasil. Precisamos chegar ao novo Congresso Nacional com clareza sobre as reformas necessárias, capacidade de apresentar soluções e disposição para o diálogo”, destacou Ferreira.
O diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, observou que o principal desafio da Agenda Legislativa de 2027 será unir e mobilizar as entidades industriais em torno das prioridades do setor no Poder Legislativo. “Vamos ter que aprender a viver mais ainda em rede. Associações, sindicatos e empresas precisam caminhar em colaboração para que possamos ser um verdadeiro exército da indústria brasileira”, afirmou.
“A CNI e a Agenda Legislativa não são importantes só pelos gols que fizeram, mas também pela nossa defesa, que muitas vezes é melhor que o ataque. Trabalhamos muito para impedir novas regras prejudiciais para a indústria”, acrescentou o diretor da CNI.
Participaram do encontro os presidentes das federações estaduais das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), Paulo Baraona; do Pará (FIEPA), Alex Carvalho; da Paraíba (FIEPB), Cassiano Pereira; do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz; de Rondônia (FIERO), Marcelo Thomé; além de presidentes de associações setoriais da indústria, diretores e superintendentes da CNI.
Construída com a participação das entidades que compõem a base industrial, a Agenda Legislativa da Indústria orienta a atuação institucional junto ao Poder Legislativo e consolida as prioridades e os posicionamentos do setor em relação às proposições em tramitação no Legislativo. Representantes da indústria vão se reunir entre os dias 2 e 4 de fevereiro em seminário destinado a definição dos projetos que farão parte da agenda.



