Tecnologia ajuda gestores nas decisões sobre investimentos em saúde e segurança no trabalho

Inteligência a favor da indústria e do trabalhador. Plataforma mostra impactos financeiros e direcionar investimentos a ações e programas de segurança e saúde no trabalho que dão retorno efetivo às empresas

Os gastos com saúde ocupacional e planos de saúde correspondem, em média, a 12% da folha de pagamento e representam o segundo maior custo para as indústrias. “É preciso um controle maior dessas questões já que, com o envelhecimento da população, os custos com saúde devem aumentar ainda mais. Melhorar a eficiência na gestão de saúde dos trabalhadores é prioridade das empresas”, afirma Emmanuel Lacerda, gerente-executivo de Saúde e Segurança na Indústria do Serviço Social da Indústria (SESI).

Para gestores verem custos de saúde de forma integrada e melhorar a tomada de decisão sobre investimentos na área, o SESI adaptou à realidade brasileira uma tecnologia norte-americana criada pela Universidade de John Hopkins em parceria com a empresa International Business Machines IBM, voltada para a área de infomártica. A calculadora de gestão de custos com segurança e saúde no trabalho conta com uma base de informações que leva em consideração a realidade nacional, desde critérios legais a aspectos da cultura de saúde e segurança no país.

Nos cálculos, essas informações são cruzadas com dados da própria empresa, como duração e custo das ações de saúde e segurança, quantos funcionários e terceiros estão envolvidos, além de informações sobre hábitos de vida dos trabalhadores, custos com plano de saúde, índices de afastamento por doença ou por acidentes de trabalho, doenças mais recorrentes, entre outros.

“Com essa tecnologia, a empresa passa a saber de forma precisa quais os principais desafios de saúde dos seus trabalhadores e poderá canalizar recursos para ações que darão mais resultados”, destaca Cláudio Patrício, médico do trabalho do Centro de Inovação SESI em Economia para Saúde e Segurança, que está desenvolvendo a tecnologia. 

A calculadora de gestão de custos com segurança e saúde no trabalho conta com uma base de informações que leva em consideração a realidade nacional, desde critérios legais a aspectos da cultura de saúde e segurança no país


INTELIGÊNCIA – A calculadora, que está em fase de testes até o fim deste ano, será disponibilizada a indústrias em 2019 na plataforma SESI Viva+, de inteligência em segurança e saúde no trabalho (veja box). Esse canal reúne, num único ambiente, um conjunto de ferramentas, desde programas especializados, campanhas, conteúdos técnicos e canais de relacionamento para gestores da indústria implementarem ações de melhoria da gestão de segurança e saúde no trabalho.

Além disso, o SESI Viva+ disponibiliza um sistema para gestão dos programas legais, que reduzirão riscos de autuação por órgãos fiscalizadores. Os dados disponíveis na plataforma servirão ainda para o desenvolvimento de estudos epidemiológicos, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês.

Entre as empresas que participam da experiência pioneira da calculadora está a fabricante de produtos cerâmicos CERBRAS, do Ceará, que forneceu seus indicadores e recebeu pesquisadores do SESI em sua fábrica para aplicar questionários sobre estilo de vida e perfil epidemiológico dos trabalhadores. “Poderemos medir o impacto das nossas ações na segurança e na saúde dos trabalhadores, o que é nossa maior preocupação”, declara a presidente da empresa, Ana Lúcia Bastos Mota.

CONFIRA – Veja como o SESI busca melhorar a gestão de segurança e saúde no trabalho: 

PARTICIPE - Para a construção de uma base de dados com amostra significativa de empresas e trabalhadores, o Centro de Inovação do SESI está recrutando parceiros para a fase de testes. Indústrias interessadas entrar em contato com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) pelo telefone:(85) 3421-5866 ou pelo e-mail: economiaparasaude@sfiec.org.br.  

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