SENAI CIMATEC amplia capacidade em supercomputação e deverá ser potência no Hemisfério Sul

Em até dois anos, novas aquisições do Centro de Supercomputação para Inovação Industrial levarão o país ao mapa mundial dos supercomputadores
O lançamento do supercomputador aconteceu nesta quarta-feira (24), no SENAI CIMATEC, na Bahia

Implantado em parceria com a Financiadora de Inovação e Pesquisa (FINEP), o CIMATEC Ògún executará o processamento de algoritmos complexos, com grande volume de dados. Com capacidade de realizar 104 trilhões de operações por segundo (TFlops), uma parte de sua arquitetura será utilizada pelo Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (SINAPAD), uma rede de centros de computação implantada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

A solenidade de lançamento, realizada nesta quarta-feira (24), reuniu dirigentes de instituições parceiras do projeto, governo do estado, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI)SENAI CIMATEC e Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB). Para o professor emérito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Liacir Lucena, com esta aquisição, a Bahia dá mais um exemplo ao resto do país. “O desenvolvimento é fruto de pesquisa, ciência, e desse esforço de independência nacional. Precisamos que esta iniciativa continue, pois, o Brasil só será desenvolvido se tiver uma indústria forte. Temos que acreditar na inteligência e criatividade dos brasileiros”, afirmou.

Na ocasião, o presidente da FIEB, Ricardo Alban, lembrou que o país ainda está longe das inovações promovidas pelos países mais desenvolvidos, os quais já apostam em supercomputadores quânticos, mas que o SENAI CIMATEC está em processo de expansão. “Já estamos negociando a implantação de mais duas máquinas de alta performance e é possível que, no ano que vem, tenhamos aqui o maior centro de supercomputação do Hemisfério Sul”, assegurou.

Para o diretor de operações do SENAI Nacional, Gustavo Leal, além de referência para empresas nacionais e internacionais, o SENAI CIMATEC foi inspirador na criação de institutos que promovem o crescimento do sistema nacional de inovação.  “O CIMATEC foi estimulador na criação da rede de Institutos SENAI de Inovação em todo o país. É uma instituição que sempre busca o fomento da inovação para apoiar a indústria brasileira”, pontuou.

Sérgio Leser, do Departamento de Fomento às Intuições de Pesquisa Tecnológica da FINEP, destacou a parceria com o SENAI. “Este é mais um dos tantos projetos de grande sucesso realizados em parceria com o SENAI CIMATEC, nosso parceiro de longa data, sempre buscando ações para alavancar o conhecimento e o desenvolvimento tecnológico da indústria”, disse.

Presente ao evento, Luis Casuscelli, diretor de Big Data e Segurança da Atos Bull na América Latina, empresa que forneceu a máquina, contou que a Atos Bull Já instalou uma sala de pesquisa dentro das instalações do CIMATEC, colaborando com soluções conjuntas para a pesquisa e as demandas da indústria. Ele anunciou também a realização de projetos com outros parceiros no estado, a exemplo da Petrobras, garantindo a intenção da empresa de investir na Bahia.

ÓGÚN -  Terceiro supercomputador de alta performance (High Performance Computing – HPC) do Centro de Supercomputação para Inovação Industrial do SENAI CIMATEC (CS2I), o Ògún realiza simulações e modelagens computacionais essenciais para garantir processos de inovação na indústria.

O gerente da área de Computação do SENAI CIMATEC, Adhvan Furtado, explica que a supercomputação não é feita uma máquina apenas, mas todo um ecossistema, que envolve uma rede de pesquisadores para utilizar esta máquina. “Determinados modelos não seriam possíveis sem a utilização do supercomputador, tecnologia fundamental para o avanço da ciência e da indústria brasileiras”, finalizou.

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