Brasília terá museu sobre futuros possíveis

Iniciativa vai reunir obras de artistas para provocar reflexões sobre novas possibilidades de futuro. O museu será montado especialmente para a Olimpíada do Conhecimento, de 5 a 8 de julho, na capital federal
A mostra de arte contemporânea vai ter instalações, fotografias e obras multimídia

O que o futuro nos reserva? É exatamente a partir dessa pergunta que o Museu dos Futuros Possíveis propõe-se a discutir. O espaço, com curadoria de Paulo Miyada, do Instituto Tomie Ohtake, será montado na Olimpíada do Conhecimento, em Brasília, e estará aberto à visitação gratuita entre os dias 5 e 8 de julho.

A ideia do museu é operar como um espaço de reflexão sobre as novas possibilidades que se descortinam com os desenvolvimentos nos diversos campos da sociedade apoiado na obras de seis artistas: Camila Sposati (SP), Eduardo Kac (RJ), Gabriela Bilá (DF), Pedro França (SP) e da dupla Gisela Motta e Leandro Lima (SP). O duo de artistas inclusive está entre os vencedores da segunda edição do Prêmio Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas. 

A mostra de arte contemporânea vai ter instalações, fotografias e obras multimídia. Os artistas fizeram produções inéditas para a exposição em Brasília. Os trabalhos foram desenvolvidos a partir de tecnologias e saberes que se transformaram bastante nas últimas décadas. Da engenharia genética aos fluxos de comunicação instantânea, passando pela produção de materiais sintéticos e pelos meios de sociabilidade virtual. Tudo para fazer o visitante pensar no futuro. 

Uma das obras, “História Natural do Enigma”, é uma flor criada por meio de engenharia genética mesclando DNA humano (do artista Eduardo Kac) com uma petúnia. Um dos genes do artista pode ser visto diretamente na  planta, que possui veias vermelhas em suas pétalas.

Além das obras de arte contemporânea, o museu terá mais dois espaços. Um deles é uma mesa interativa com textos realizados pela organização bendegó, de Julia Coelho e Renan Araújo, sobre novas tecnologias, fatos culturais e sociais, e que também especulam sobre assuntos relacionados aos demais trabalhos apresentados, sempre de maneira curiosa, com um certo humor e  de forma instigante. O curioso é que o funcionamento dessa mesa depende da quantidade de espectadores. Por exemplo, se você estiver sozinho, não terá acesso a todas as informações. Agora, quanto mais pessoas estiverem ao redor da mesa, mais recursos serão ativados, o que vai promover mais interação e diálogos entre os visitantes. 

O museu também terá um painel interativo com uma planta do museu. Nesta tela, será possível ativar informações extras sobre os trabalhos expostos e também sobre os artistas. 

O Museu dos Futuros Possíveis foi idealizado e organizado pelo Instituto Tomie Ohtake e tem patrocínio do Serviço Social da Indústria  (SESI). O espaço integra a programação da Cidade Inteligente que, ao lado da Escola do Futuro, faz parte da 10ª edição da Olimpíada do Conhecimento, promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e pelo SESI. 

O FUTURO NA OLIMPÍADA DO CONHECIMENTO – A cidade inteligente na Olimpíada do Conhecimento terá casa, hospital, posto de gasolina e uma confeitaria funcionando com o que há de mais moderno em tecnologias. Desde uma recepção virtual no atendimento hospitalar até um robô que faz panquecas. A Olimpíada estará aberta ao público de 5 a 8 de julho, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, na capital do país, com entrada franca. 

MUSEU DOS FUTUROS POSSÍVEIS
Quando: 5 a 8 de julho
Onde: Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB)
Horário: 9h às 18h
Entrada gratuita

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