O Brasil reúne as melhores condições da região para liderar a produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF), capaz de reduzir até 80% das emissões, segundo estudos apresentados pela LATAM nesta sexta-feira (14) durante painel no estande da Confederação Nacional da Indústria (CNI), na Blue Zone da COP30.
A companhia destacou que o país se diferencia pela experiência acumulada em biocombustíveis, pela ampla oferta de matérias-primas e pela maturidade regulatória. Um estudo do MIT, financiado pela LATAM e pela Airbus, mostra que o Brasil tem o maior potencial de produção de SAF na América Latina, tanto em volume quanto em custo.
Para Jerome Cadier, CEO da LATAM Airlines Brasil, o momento exige ação conjunta: “A região vive um aumento forte da demanda por voos, e o SAF será decisivo para uma aviação de baixo carbono. O Brasil tem vantagens únicas para liderar essa oferta e impulsionar a integração regional.”
Mesmo com o potencial, o preço ainda é um obstáculo: o SAF custa de duas a três vezes mais que o combustível fóssil. Por isso, políticas públicas coordenadas e integração regional são consideradas essenciais para ampliar a oferta sem elevar o custo das passagens.
O avanço regulatório mais recente veio com a consulta pública aberta nesta sexta (14) pelo Ministério de Minas e Energia para estabelecer regras de produção, rastreabilidade e metas de redução de emissões, dentro da Lei do Combustível do Futuro.
CNI na COP30
A participação da CNI na COP30 conta com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Serviço Social da Indústria (SESI).
Institucionalmente, a iniciativa é apoiada pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), First Abu Dhabi Bank (FAB), Sistema FIEPA, Instituto Amazônia+21, U.S. Chamber of Commerce e International Organisation of Employers (OIE).
A realização das atividades da indústria na COP30 recebe o patrocínio de Schneider Electric, JBS, Anfavea, Carbon Measures, CPFL Energia, Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Latam Airlines, MBRF, Pepsico, Suzano, Syngenta, Acelen Renováveis, Aegea, Albras Alumínio Brasileiro S.A., Ambev, Braskem, Hydro, Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Itaúsa e Vale.



