Em painel promovido pela CNI, JBS apresenta case de agricultura regenerativa durante COP30

O projeto tem como objetivo apoiar pequenos produtores rurais em 3 frentes principais: regularização ambiental e fundiária, aumento da produtividade agrícola e capacitação em gestão

Foto: Débora Barbosa/ Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA)

A agricultura regenerativa, modelo produtivo que busca restaurar ecossistemas e promover equilíbrio entre produção e natureza, vem se consolidando como uma das principais apostas para o futuro do campo brasileiro.

Durante o painel “Agricultura regenerativa tropical como uma opção para produção alimentar sustentável”, realizado na segunda-feira (10), no estande da Confederação Nacional da Indústria (CNI), na área oficial da Conferência das Partes (COP30), o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, apresentou o case “Escritórios Verdes”, iniciativa que há três anos vem transformando a relação da empresa com seus fornecedores e impulsionando uma produção mais sustentável.

O projeto tem como objetivo apoiar pequenos produtores rurais em três frentes principais: regularização ambiental e fundiária, aumento da produtividade agrícola e capacitação em gestão.

Tomazoni explicou como funciona a ação: “O programa integra questões vitais para o sucesso da transformação dos sistemas alimentares. Ele promove a inclusão dos pequenos produtores, contribui para o desenvolvimento social e estimula o aumento sustentável da produção de alimentos”. 

Na prática, o Escritório Verde atua de forma integrada. Primeiro, auxilia produtores que estão em situação irregular em processos de regularização e reflorestamento, evitando que sejam bloqueados no sistema de fornecimento da empresa.

Em seguida, oferece assistência técnica para a adoção de práticas agrícolas mais eficientes, visando aumentar a produtividade e reduzir impactos ambientais. Na terceira etapa, o programa evolui para o chamado “Escritório Verde 2.0”, que amplia o suporte à gestão das propriedades rurais, garantindo uma visão completa de 360 graus sobre o processo produtivo.

A agricultura regenerativa se destaca por associar práticas sustentáveis à produção e promover maior absorção de dióxido de carbono da atmosfera, contribuindo diretamente para a redução de gases de efeito estufa (GEE) e as mudanças climáticas. No Brasil, iniciativas públicas e privadas vêm fortalecendo esse modelo, que tem se mostrado capaz de elevar a produtividade e reduzir custos a médio prazo.

Para Tomazoni, a participação da JBS na COP30 é uma oportunidade de ampliar o diálogo global sobre o tema. “Apresentar esse case em uma conferência mundial sobre o clima é fundamental. Ele serve como exemplo para que outras iniciativas semelhantes sejam adotadas e, assim, possamos acelerar a transformação dos sistemas alimentares”, destacou.

A tendência da agricultura regenerativa também acompanha o movimento de consumidores e empresas em busca de cadeias produtivas com menor impacto ambiental e maior rastreabilidade. Grandes companhias do setor agroalimentar já assumiram o compromisso de ampliar o uso de práticas regenerativas até 2030, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas.

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