Estudantes gaúchos são medalhistas em Olimpíada Mundial de Matemática

Alunos da Escola SESI de Gravataí retornaram da competição, na China, com duas medalhas de prata e uma de bronze
Alunos da Escola SESI de Ensino Médio Albino Marques Gomes, de Gravataí (RS), medalhistas na China

Três estudantes gaúchos que participaram da Olimpíada Mundial de Matemática, a World Mathematics Team Championship, em Pequim, retornaram da China, com três medalhas na bagagem. Os alunos da Escola SESI de Ensino Médio Albino Marques Gomes, de Gravataí, Luís Gabriel Figueiredo Gomes, do primeiro ano; e Arthur Matias Graeff, do segundo, conquistaram medalha de prata. Amanda Petter, do terceiro, ficou com medalha de bronze na 10ª edição da competição.

"Foi incrível ver de perto o raciocínio rápido dos chineses na área de exatas, mas graças à preparação que temos no dia a dia da escola SESI, também saímos da competição vitoriosos", comemora o medalha de prata Arthur Matias. Já o outro medalhista de prata, Luís Gabriel, do primeiro ano, afirmou que "a experiência de ir até a China valeu muito, ganhar a medalha foi indescritível. Agora, minha meta futura é estar preparado para uma medalha de ouro”.

A equipe ainda contou com Gustavo dos Santos Mendes, do primeiro ano, Pedro Henrique Ferreira Pereira, do segundo, e Cecília Hernandez Alvarez, do terceiro ano. Todos acompanhados pela professora de Matemática da escola Guiomar de Souza. “Sempre acreditei nos meus alunos, competir com os chineses na área de exatas não é tarefa fácil. Com o resultado, tivemos certeza de que nossa escola prepara os estudantes para esse tipo de enfrentamento, de resolução de situações problemas, o que deu a eles a condição de trazer essas medalhas”, avalia a professora.

A competição ocorreu entre 21 e 25 de novembro, em Pequim, com estudantes da Austrália, Bulgária, China, Filipinas, Malásia – países com pontuação superior ao Brasil em Matemática no Programa Internacional de Avaliação de Estudante (PISA) – e do Brasil, totalizando 1050 alunos.

Destaques em eventos científicos e culturais têm feito parte da realidade dos alunos das Escolas do Serviço Social da Indústria (SESI), que recebem, em sua maioria, estudantes vindos de escolas públicas. Desde 2014, com o início da escola de Pelotas, foram cerca de 60 premiações em eventos científicos de abrangência nacional e internacional – incluindo 32 nas áreas de Ciências da Natureza, Matemática, Engenharia e Artes, revelando o foco em STEAM da instituição.

As Escolas SESI são uma iniciativa do setor industrial do Rio Grande do Sul, destinadas especialmente para filhos de trabalhadores da indústria. "Antes de entrar na Escola SESI, eu tinha muita dificuldade na área de exatas, mas a metodologia de resolução de problemas contribuiu para que, nesses três anos, eu resignificasse meu aprendizado", revela Amanda, medalha de bronze.

Além de Gravataí e Pelotas, as Escolas SESI de Ensino Médio estão localizadas em Sapucaia do Sul e Montenegro e, a partir de 2020, em São Leopoldo. A proposta educacional contempla o desenvolvimento de competências e habilidades por meio de projetos, com uso de tecnologias.

Organizado em turno integral, com carga horária superior em Matemática e Ciências da Natureza, o currículo privilegia a aprendizagem por meio da pesquisa, experimentação, criação e inovação, com desenvolvimento de competências socioemocionais, contextualização no mundo do trabalho e excelência acadêmica. "O grande objetivo das Escolas SESI é capacitar os estudantes utilizando modernas técnicas de ensino e ferramentas tecnológicas disponíveis hoje, inserindo aspectos de cultura geral, empreendedorismo, educação financeira, valores e muitas outras questões do dia a dia, necessárias para formar o aluno para o mundo do trabalho e à vida. O resultado dessa competição internacional mostra que estamos no caminho", afirma o superintendente do SESI-RS, Juliano Colombo.

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